Física vai elencar pontos positivos da RDC no 330 para a área da saúde

Denise Yanikian Nersissian será uma das palestrantes do VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica da Sapra Landauer, em 19 de março.

A física Denise Yanikian Nersissian será uma das palestrantes do VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica, marcado para o próximo dia 19 de março, cujo tema será “Conhecendo a RDC Nº 330”. O evento ocorrerá das 14h às 17h30, no Espaço Maestro, localizado na Rua Maestro Cardim, 1170, Paraíso, São Paulo.

Formada pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo; com Doutorado em Tecnologia Nuclear – Aplicações pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares,  Denise Yanikian Nersissian atua como gestora do Programa de Garantia de Qualidade do Serviço de Radiologia Diagnóstica do Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da USP (INRAD/HC/FMUSP) e é preceptora, pelo Instituto de Física da USP (IFUSP), do Programa de Residência em Física Medica – Diagnóstico por Imagem da FMUSP.

Em sua explanação no VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica da Sapra Landauer, a física pretende fazer uma abordagem geral da RDC no 330, elencando os diferentes aspectos da resolução, com foco nas mudanças na área da saúde, além de tirar dúvidas dos profissionais presentes no evento.

A RDC Nº 330 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 26 de dezembro de 2019 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), revogando a Portaria SVS/MS nº 453, de 1º de junho de 1998, e a Resolução Anvisa/RE nº 1016, de 3 de abril de 2006. A RDC se aplica a clínicas, hospitais e demais serviços que prestem serviço de radiologia diagnóstica ou intervencionista e o prazo para adaptação é de 12 meses a partir da sua publicação, ou seja, 26 de dezembro de 2020. Além de mudanças técnicas e de requisitos de controle de qualidade também houve o alinhamento da RDC 330 com outras normativas federais.

“É uma mudança significativa e os estabelecimentos terão um prazo relativamente curto para adaptação. Pretendo apresentar os itens da RDC e procurar elencar o que temos de positivo para área da saúde. Minha expectativa é interagir com os profissionais da saúde para conhecer outros pontos de vista da aplicação desta lei”, declara a física Denise Yanikian Nersissian.

O VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica será composta também pelas palestras da física Shirley Fujisawa Okuno, Supervisora da Equipe Técnica de Radiações do Centro da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, e da física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Yvone Maria Mascarenhas, que abordará a RDC no 330 sob o ponto de vista da proteção radiológica.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pela internet, por meio do site da Sapra Landauer. Os participantes receberão certificado de participação. As vagas, porém, são limitadas. Caso tenha interesse em participar, favor entrar em contato com a Sapra Landauer.

Palestra da supervisora da equipe técnica de radiações do CVS abordará “Regulação em Radiodiagnóstico”

A física Shirley Fujisawa Okuno vai abordar a atuação da Vigilância Sanitária do Estado no VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica: “Conhecendo a RDC nº 330”.

A física Shirley Fujisawa Okuno vai ministrar a palestra “Regulação em Radiodiagnóstico” no VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica da Sapra Landauer, intitulado “Conhecendo a RDC nº 330”. O evento ocorrerá no dia 19 de março, das 14h às 17h30, no Espaço Maestro, que fica na Rua Maestro Cardim, 1170, no bairro Paraíso, em São Paulo.

A RDC nº 330 revogou a Portaria SVS/MS nº 453, de 1º de junho de 1998 e a Resolução Anvisa/RE nº 1016, de 3 de abril de 2006, e discorre sobre as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico e sobre o uso dos raios-x diagnósticos em todo território nacional. Esta RDC se aplica a clínicas, hospitais e demais serviços, seja ele público ou privado, civil ou militar, que prestem serviço de radiologia diagnóstica ou intervencionista, fabriquem ou comercializem equipamentos de radiologia, e instituições de ensino e pesquisa.

Ainda de acordo com a nova resolução que já está em vigor, os estabelecimentos abrangidos terão o prazo de 12 meses, a partir da data da publicação, que foi dia 26 de dezembro de 2019, para se adequarem às determinações previstas. O descumprimento acarretará infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, combinado com o Código Sanitário do Estado de São Paulo,  Lei nº 10.083, de 23 de setembro de 1998.

Com o VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica: “Conhecendo a RDC nº 330”, a Sapra Landauer pretende atualizar conhecimentos e facilitar o acesso a informações técnicas qualificadas sobre a RDC nº 330. Os presentes também terão a oportunidade de tirar dúvidas com os palestrantes.

Durante sua palestra, cujo tema será “Regulação em Radiodiagnóstico”, Shirley Fujisawa Okuno, que é responsável pela supervisão da Equipe Técnica de Radiações do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS), vai abordar a atuação do CVS, apresentando o papel deste órgão estadual.

“Nosso objetivo é apresentar o papel da Vigilância Sanitária e sanar as dúvidas dos presentes, explica ela, que é física com Bacharelado e Mestrado pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP)

O VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica será composta também pelas palestras da física Denise Yanikian Nersissian, gestora do Programa de Garantia de Qualidade do Serviço de Radiologia Diagnóstica do Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da USP (INRAD/HC/FMUSP) e preceptora, pelo Instituto de Física da USP (IFUSP), do Programa de Residência em Física Médica – Diagnóstico por Imagem da FMUSP e da e da física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Yvone Maria Mascarenhas, que abordará a RDC no 330 sob o ponto de vista da proteção radiológica.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pela internet, por meio do site da Sapra Landauer. Os participantes receberão certificado de participação. As vagas, porém, são limitadas. Caso tenha interesse em participar, favor entrar em contato com a Sapra Landauer.

Palestrante analisa estrutura da RDC no 330 com foco na proteção radiológica

Yvone Maria Mascarenhas, física e diretora-presidente da Sapra Landauer, vai ministrar uma das palestras do VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica: “Conhecendo a RDC nº 330”.

A estrutura da RDC nº 330, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 26 de dezembro de 2019 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em comparação às antigas diretrizes da portaria n453, que foi revogada por ela, sob o foco da proteção radiológica. Este será um dos destaques da palestra ministrada pela física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Yvone Maria Mascarenhas, no VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica, da Sapra Landauer, no próximo dia 19 de março. Tendo como tema principal “Conhecendo a RDC nº 330”, o evento ocorrerá das 14h às 17h30, no Espaço Maestro, localizado na Rua Maestro Cardim, 1170, Paraíso, São Paulo.

O objetivo é reunir profissionais da área interessados em atualizar conhecimentos, ter acesso a informações técnicas qualificadas sobre a RDC nº 330. Eles poderão tirar dúvidas com os palestrantes convidados pela Sapra.

A RDC nº 330 revogou a Portaria SVS/MS nº 453, de 1º de junho de 1998 e a Resolução Anvisa/RE nº 1016, de 3 de abril de 2006, e discorre sobre as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico e sobre o uso dos raios-x diagnósticos em todo território nacional. Esta RDC se aplica a clínicas, hospitais e demais serviços, seja ele público ou privado, civil ou militar, que prestem serviço de radiologia diagnóstica ou intervencionista, fabriquem ou comercializem equipamentos de radiologia, e instituições de ensino e pesquisa.

A atualização é importante, porque os estabelecimentos abrangidos por esta resolução terão o prazo de 12 meses, a partir da data da publicação, que foi dia 26 de dezembro de 2019, para se adequarem às determinações previstas. O descumprimento acarretará infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977.

Durante sua palestra, a física Yvone Mascarenhas pretende apresentar a estrutura desta nova resolução, sob o ponto de vista da proteção radiológica, comparando os critérios estabelecidos por ela em comparação à portaria no 453.

“Enquanto a portaria no 453 trazia no seu conteúdo princípios de proteção radiológica, responsabilidades e todos os aspectos técnicos da proteção radiológica nas diversas especialidades, incluindo  radiologia convencional, mamografia, CT, fluoroscopia, odontologia e outras , a RDC 330, tem no seu conteúdo os princípios básicos de proteção radiológica e a definição das responsabilidades, deixando a  parte mais técnica para as instruções normativas”, adianta a palestrante.

A física ainda destaca outra questão que diz respeito à proteção radiológica. “Tanto a portaria como a RDC estabelecem a necessidade da monitoração individual dos trabalhadores ocupacionalmente expostos, além de treinamentos. Observando este aspecto, a Sapra tem muito a colaborar com nossos clientes”, acrescenta Yvone Mascarenhas.

O VI Encontro Técnico de Proteção Radiológica será composta também pelas palestras da física Shirley Fujisawa Okuno, Supervisora da Equipe Técnica de Radiações do Centro da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, e da física Denise Yanikian Nersissian, gestora do Programa de Garantia de Qualidade do Serviço de Radiologia Diagnóstica do Instituto de Radiologia da Faculdade de Medicina da USP (INRAD/HC/FMUSP) e preceptora, pelo Instituto de Física da USP (IFUSP), do Programa de Residência em Física Medica – Diagnóstico por Imagem da FMUSP.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pela internet, por meio do site da Sapra Landauer. Os participantes receberão certificado de participação. As vagas, porém, são limitadas. Caso tenha interesse em participar entre em contato com a Sapra Landauer.

 

Livro enfoca radiobiologia, da pesquisa às aplicações na radioterapia clínica

De autoria da Dra. Helena Segreto, é o primeiro livro escrito em português, em parceria com Dr. Roberto Segreto e pesquisadores das universidades de Harvard e Oxford.

A radiobiologia é uma área da ciência que oferece os fundamentos biológicos para o uso da radiação ionizante no tratamento de doenças, em especial o câncer – a radioterapia. A partir dela, consegue-se entender os diferentes esquemas de fracionamento de radiação, a fim de otimizar o binômio morte da célula tumoral e preservação do tecido normal.

É considerada a base da ação da radioterapia para que assim, se tenha uma visão mais crítica e ampla do tratamento e possa se fazer as modificações necessárias. Através desta ciência, é possível compreender os efeitos biológicos  da radiação e relacioná-los com a necessidade da radioproteção de profissionais e pacientes.

Esses são alguns dos enfoques do livro “Radiobiologia, da Bancada à Clínica”, de autoria da Profa. Dra. Helena Regina Comodo Segreto, o primeiro escrito na língua portuguesa. Editada em 2016 pela Editora Scortecci, a publicação foi escrita em parceria com pesquisadores das universidades de Harvard e Oxford: Kathryn D. Held, professora Associada do Departamento de Radio Oncologia de Harvard Medical School, e Barry D. Michael, cientista emérito e professor do Departamento de Radio Oncologia da Universidade de Oxford, além do Prof. Dr. Roberto Araújo, do Departamento de Oncologia Clínica e Experimental, Setor de Radioterapia da UNIFESP/EPM.

Dra. Helena é Professora Associada do Departamento de Oncologia Clínica e Experimental, Laboratório de Radiobiologia, Setor de Radioterapia da UNIFESP/ EPM e membro da Sociedade Brasileira de Radioterapia e da Asociación Ibero Latinoamericana de Terapia Radiante Oncológica.

“Radiobiologia, da Bancada à Clínica” aborda a radiobiologia, a radioterapia e a oncologia clínica de forma ampla e direta. O objetivo é servir estudantes e profissionais das mais diversas formações acadêmicas que atuam nestas áreas.

“Abordamos os aspectos básicos da radiobiologia, da pesquisa de bancada às suas aplicações práticas na radioterapia clínica. Nos seminários que ministramos desde os anos 2000, vínhamos observando uma demanda importante de uma publicação em português sobre o tema, de fácil leitura e compreensão, principalmente para profissionais em início de carreira, como estudantes e os residentes médicos. A radioterapia é multidisciplinar, além de médicos, também envolve físicos, dosimetristas, enfermeiros, dentistas, técnicos, dentre muitos outros. O livro é esclarecedor para estes profissionais. E para os mais experientes, também servirá como consulta para tirar dúvidas”, afirma Dra. Helena. “Foi nesse sentido que decidimos unir forças e escrever esta obra com o material de nossas aulas. Abordamos o assunto numa publicação de leitura acessível, desde o início dos experimentos até os embasamentos clínicos”, completa ela.

No livro, Dra. Helena destaca, entre outros tópicos, os fundamentos da radiobiologia na radioterapia, entre eles, o fracionamento de doses. De acordo com a publicação, a primeira menção de fracionamento de doses em radioterapia veio de experimentos realizados na década de 1920 e 1930, na França, em testículos de carneiros. Os fundamentos teóricos para este protocolo convencional utilizado na radioterapia vieram mais tarde, na década de 1970, com os chamados 5Rs, que são: redistribuição, reparo da lesão sub-letal, repopulação, reoxigenação e radiosensibilidade.

“Fracionando-se a dose, permite-se reparo de lesão sub-letal (RLSL) do tecido normal de resposta lenta e a repopulação do tecido normal de resposta rápida, entre as frações. Ao mesmo tempo, dividindo-se a dose em frações, aumenta-se a lesão nas células tumorais em consequência da reoxigenação e redistribuição das células nas fases mais sensíveis do ciclo celular (G2/M). O quinto R é atribuído à radiosensibilidade do tecido irradiado e depende das características moleculares do mesmo. Atualmente, tem sido proposto o sexto R, que se refere à resposta imune tumoral local e à distância.

A radiação induz sinais inflamatórios e a liberação de antígenos tumor-específico que estimulam a imunidade local e sistêmica”, aponta a especialista, em um dos capítulos que trata da radiobiologia em radioterapia.

Ainda de acordo com a Dra. Helena, o livro foi lançado no I Curso Internacional de Radiobiologia do Hospital do Amor, em Barretos, em 2016. Esse curso é uma continuação dos nove cursos realizados anteriormente na UNIFESP, entre 2000 e 2016. A meta agora é continuar aprofundando periodicamente os temas discutidos em “Radiobiologia, da Bancada à Clínica”.

E um dos caminhos para isso é continuar realizando os cursos Internacionais de Radiobiologia a cada 2 anos agora no Hospital do Amor.

“Acredito que o interesse no assunto abordado no livro será crescente, pois, à medida em que a população envelhece, a probabilidade da ocorrência do câncer aumenta, e consequentemente, a necessidade de entender como tratar e implementar protocolos terapêuticos também aumentam. Assim, o ensino da radioterapia, importante estratégia terapêutica do câncer, certamente será mais valorizado e aos poucos incorporado na graduação médica, a exemplo de outros países.  Para mim, essa possibilidade de passar o conhecimento, responder dúvidas sobre aquilo que escrevemos e estar perto dos alunos, é uma forma de estar sempre atualizada e manter o espírito jovem. E conhecendo a dedicação e o empenho dos autores envolvidos na execução dessa obra, certamente prosseguiremos na atualização dos jovens profissionais que se dedicam à radioterapia”, finaliza a Profa. Dra. Helena Regina Comodo Segreto.

Entrevista: Físico da Santa Casa SP ressalta importância das ações de proteção radiológica

Rafael Eidi Goto, físico supervisor de proteção radiológica na Unidade Estratégica de Serviço de Diagnóstico por Imagem da Santa Casa de São Paulo acompanhou encontro técnico da Sapra

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo esteve representada no Encontro Técnico de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista, realizado pela Sapra Landauer, no último dia 22 de agosto, no Hotel Estanplaza Paulista, em São Paulo. O físico Rafael Eidi Goto, supervisor de proteção radiológica na Unidade Estratégica de Serviço de Diagnóstico por Imagem da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e vice-diretor dos cursos de Graduação Tecnológica da Faculdade de Ciência Médicas da Santa Casa de São Paulo “FCMSCSP”, acompanhou as palestras das físicas Yvone Mascarenhas e Rochelle Lykawka.

Ao final, ele comentou alguns indicativos apontados nas apresentações das palestrantes e destacou a importância do evento realizado pela Sapra Landauer.  

Segundo Goto, os dados que mostram o aumento de doses dos profissionais que trabalham diretamente com hemodinâmica reforçam a importância de se discutir o assunto em encontros técnicos similares.

“Dentro deste contexto de aumento das doses também se faz necessário o aumento da fiscalização e da intervenção do profissional de física médica juntos aos profissionais ocupacionalmente expostos. Os profissionais têm que ter a ciência de que a monitoração é necessária e de que o uso de dosímetro é de extrema importância”, defendeu o físico.

Na opinião do supervisor de proteção radiológica da Santa Casa de São Paulo, um dos principais desafios dos comitês que atuam nas instituições de saúde é justamente a conscientização dos usuários para a importância do uso do monitor.

“E também os profissionais precisam entender que não se trata de uma medida punitiva do conselho de proteção radiológica. É uma ação preventiva e de proteção da própria saúde do trabalhador que, inclusive, deve ser adotada em conjunto com medicina do trabalho”, ressaltou.

Goto avalia que os treinamentos e cursos de capacitação dados pelos comitês têm apresentado resultados positivos. “Os profissionais, em geral, têm se mostrado mais conscientes em relação à proteção radiológica. No nosso serviço, o registro de dose não está relacionado ao aumento no número de procedimentos, mas sim à adoção do uso do dosímetro”, apontou. “Claro que ainda existem profissionais que não utilizam o equipamento individual. Nestes casos, eu acredito em esquecimento, falta de cultura ou até mesmo outras razões que o impeçam de se dirigir ao quadro de dosímetros todos os dias. Alguns ainda levam o dosímetro para casa, mesmo sabendo que isso não deve ser feito”, acrescentou o físico.

Diante deste cenário, Goto reforça que os comitês de proteção radiológica estão atentos e agindo, intervindo junto aos funcionários, através de treinamentos e capacitação. “É fundamental a atuação dos supervisores das unidades e as ações dos comitês de proteção radiológica”, concluiu o físico supervisor de proteção radiológica na Unidade Estratégica de Serviço de Diagnóstico por Imagem da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Entrevista: Física da DASA defende a informação como aliada da proteção radiológica

Fátima Faloppa Rodrigues Alves participou do encontro técnico sobre radiologia intervencionista da Sapra Landauer

A DASA – Diagnósticos da América, uma das maiores prestadoras de serviços de medicina diagnóstica da América Latina, que oferece mais de 3 mil tipos de exames de análises clínicas e diagnósticos por imagem, também esteve presente no do Encontro Técnico de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista, dia 22 de agosto, no Hotel Estanplaza Paulista, em São Paulo, representada por Fátima Faloppa Rodrigues Alves, coordenadora de física médica.

Depois de acompanhar a palestra da física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Yvone Maria Mascarenhas e a palestra da física Rochelle Lykawka , ela elogiou o encontro, que definiu como esclarecedor.

“Por causa do aumento do número de procedimentos na medicina intervencionista, a incidência de doses está cada vez maior. E isso vem ocorrendo principalmente no caso das crianças, que formam o público que demanda mais atenção e cuidado. Então, é importante a conscientização dos profissionais envolvidos. Como também é importante que as pessoas conheçam os equipamentos e o que eles podem oferecer de qualidade de imagem, com baixas doses. A informação é essencial”, declarou a física.

Ela também comentou o fato levantado na palestra de Rochelle Lykawka, a respeito de alguns médicos ainda realizarem procedimentos sem proteção radiológica. “Eu acho que essa resistência diminuiu bastante, principalmente entre os técnicos e tecnólogos. No caso dos médicos, talvez um pouco menos. Por isso, é importante promover cursos e treinamentos sobre o tema. E os comitês de proteção radiológica das instituições também estão trabalhando muito neste sentido”, avaliou.

Para Fátima, a iniciativa da Sapra de promover o debate sobre redução de doses reforça a responsabilidade da empresa com seus parceiros. “Foi realmente muito esclarecedor. Este tipo de evento que é realizado pela Sapra é sempre muito produtivo e eu sugiro que tenha continuidade”, disse a física da DASA, que também tinha marcado presença no encontro Encontro Técnico de Proteção Radiológica nas Áreas Médica e Industrial da Sapra, em março último.

GPR ONLINE – No intervalo das palestras, a coordenadora de física médica ainda conversou com Eurides Anselmo Queiroz, do setor de informática da Sapra, que esteve no encontro expondo e esclarecendo dúvidas sobre o sistema GPR Online, serviço desenvolvido e disponibilizado pela empresa aos parceiros para otimizar o trabalho de profissionais responsáveis pelos setores de proteção radiológica.

Através do sistema, eles podem fazer consultas online de relatórios de doses mensais, acessíveis assim que analisados e gerados na base de dados da Sapra Landauer; podem consultar doses mensais e acumuladas por usuário, por grupo de usuários por setor e por instituições afiliadas; consultar o movimento de envio e recebimento dos monitores a partir da base de dados da Sapra; efetuar alterações, inclusões e exclusões de usuários e transferências entre instituições afiliadas e consultar o cadastro informatizado de usuários e instituições de acordo com os padrões da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Entrevista: Físico alerta para efeitos biológicos da radiação e destaca a dosimetria em tempo real

Renato Dimenstein participou do encontro técnico sobre radiologia intervencionista realizado pela Sapra Landauer no dia 22 de agosto

O aumento do risco da incidência a catarata é uma das possíveis consequências da exposição continuada do médico intervencionista à radiação ionizante. A advertência foi feita o físico Renato Dimenstein, que participou do Encontro Técnico de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista, dia 22 de agosto, no Hotel Estanplaza Paulista, em São Paulo. O físico sugere o uso da dosimetria em tempo real, principalmente no caso dos profissionais que atuam na hemodinâmica e vascular.  “Alguns efeitos biológicos podem ser minimizados, tais como a incidência de catarata e de epilação. o monitoramento da dose de radiação em tempo real, possibilita uma mudança de atitude dos médicos usuários destas tecnologias e consequente diminuição dos efeitos deletérios” afirma Dimenstein.

A solução da dosimetria em tempo real, a que ele se refere, auxilia médicos e funcionários de instituições de saúde no controle da exposição a doses em tempo real em um monitor, com ajuda de gráficos de barras, de forma a ajustar o comportamento para minimizar a exposição desnecessária à radiação. Isso porque a natureza dinâmica do ambiente de trabalho pode levar a exposição à radiação maior do que o necessário.

Esse tipo de dispositivo pode ser utilizado em procedimentos com equipamentos de diagnóstico e/ou de intervenção, bem como em salas cirurgias híbridas. “É preciso usar a tecnologia de imagem forma correta e os profissionais têm consciência disso. Mas eles não têm a ferramenta, que é a dosimetria em tempo real”, avalia Dimenstein.

O físico também elogiou a iniciativa da Sapra de promover o debate sobre o assunto, através da realização de encontros técnicos. “Eventos como este são capazes de transformar a linguagem de física em linguagem palatável aos médicos e representantes de empresas presentes e talvez possam ajudá-los a atender a importância da proteção radiológica dos profissionais e dos pacientes”, destacou.

No primeiro encontro técnico realizado neste ano pela Sapra Landauer, em março, também em São Paulo, Renato Dimenstein foi um dos palestrantes e abordou “Os aspectos físicos da redução de doses de radiação em exames de Raios X, tomografia, medicina nuclear e mamografia, sem interferência na qualidade de imagens diagnósticas”.

Renato Dimenstein é autor de várias publicações na área de física médica e proteção radiológica.

Entrevista: EBCO Systems participa de encontro técnico da Sapra

Empresa utiliza equipamentos com raios X para inspecionar  grande parte dos contêineres movimentados nos portos e postos de fronteira brasileiros

A EBCO Systems, parceira da Sapra Landauer que atua nos principais aeroportos e portos do Brasil, desenvolvendo soluções de inspeção não intrusiva de cargas e contêineres por raios X, participou do Encontro Técnico de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista, dia 22 de agosto, no Hotel Estanplaza Paulista, em São Paulo.

O coordenador de Proteção Radiológica da empresa, Marcelo Ceolin, presente no evento da Sapra, explicou que a EBCO inspeciona grande parte dos contêineres movimentados nos portos e postos de fronteira brasileiros, utilizando, para isso, equipamentos de scanners com acelerador de elétrons.

Em função destas atividades, segundo ele, a EBCO atua na área de inspeção de segurança e cumpre todas das diretrizes e normas da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) para os serviços realizados no Brasil. O quadro de colaboradores do serviço de radioproteção conta com supervisores de proteção radiológica, certificados pela CNEN em aceleradores de partículas e radiografia industrial.

Ceolin destaca que o serviço de proteção radiológica da EBCO exerce o controle de todas as instalações radiativas assistidas pela empresa, de seus colaboradores e do público que frequenta estas áreas. Desta forma, fica assegurado o padrão adequado de proteção radiológica.

“Neste tipo de equipamento que chamamos de scanner é gerado raios X, por intermédio de um acelerador de elétrons, a fim de inspecionar as cargas que chegam e saem dos portos. O operador não tem contato algum com a radiação durante a inspeção, pois é um equipamento totalmente seguro, mas nem por isso eles deixam de ser monitorados. Por isso, eles usam o dosímetro individual e a empresa mantém ainda dosímetros de área, espalhados por locais estratégicos. Todos são monitorados mensalmente e têm ciência da dose a que são submetidos mensalmente. O histórico é sempre ANR (abaixo do nível de registro), mas o processo é seguido à risca”, detalha ele, acrescentando ainda que os funcionários são constantemente treinados e detém certificação para prestação dos serviços de inspeção de contêineres e cargas.

Para Ceolin, eventos como o encontro técnico promovido pela Sapra é fundamental para empresas que atuam no mercado utilizando equipamentos que emitem radiação, como é o caso da EBCO.

“É muito importante ter acesso a informações sobre dosimetria, a mudanças e atualizações dos equipamentos. É fundamental esse contato e a possibilidade de conversar, tirar dúvidas pessoalmente. E tudo isso é possível  neste tipo de evento promovido pela Sapra”, concluiu.

Entrevista: Proteção radiológica: professora de Radiologia defende conscientização de profissionais e da população

Coordenadora do curso de Radiologia do Colégio Papa Mike acompanhou palestras sobre proteção radiológica na medicina intervencionista da Sapra.

O Colégio Papa Mike esteve representado no Encontro Técnico de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista promovido pela Sapra Landauer, no dia 22 de agosto, em São Paulo, pela coordenadora do curso técnico de Radiologia, Renata Duque, professora em radiologia médica.

“Somos uma instituição de ensino e trabalhamos para que o profissional inicie sua carreira já com consciência em proteção radiológica. Por isso, este tipo de evento é muito importante”, declarou Renata Duque. Segundo ela, quando se formam, os alunos saem aptos para trabalhar em centros de diagnóstico por imagem, em hospitais, clínicas e unidades básicas de saúde. Eles atuam na radiologia com competências para posicionamento dos pacientes submetidos a exames radiográficos, no processamento e manipulação de imagens analógicas e digitais, bem como na correta aplicação das normas de biossegurança, de proteção radiológica e qualidade de imagem com rigor teórico, ética e responsabilidade técnica.

“Visando justamente a cultura de proteção radiológica desde a formação profissional, nós abordamos o tema em aula e também promovemos diversas atividades extracurriculares, como a jornada de radiologia, projetos sociais  e palestras, como estas que estamos aqui acompanhando”, afirmou ela. “Nós procuramos sempre parcerias, como esta com a Sapra. Elas são fundamentais na formação do nosso aluno, porque através destas palestras ele tem acesso a informação atualizada sobre a dosimetria e proteção radiológica”, acrescentou.

A especialista defende ainda a conscientização da população em geral. “Existe ainda muita resistência entre os profissionais, mas temos que trabalhar essa cultura de proteção radiológica na população, porque a maioria, infelizmente, desconhece os riscos reais da radiação”, concluiu Renata Duque.

O Encontro Técnico de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista da Sapra Landauer ocorreu no último dia 22 de agosto, no Hotel Estanplaza Paulista. Os presentes acompanharam a palestra da física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Yvone Maria Mascarenhas, cujo tema foi “A importância e desafios do controle de doses de dosimetria pessoal em radiologia intervencionista”, e a palestra da física Rochelle Lykawka, que abordou o tema “Matriz de risco em aplicações de radiações ionizantes em centros cirúrgicos”.

Proteção radiológica com foco em pacientes infantis é tema de pesquisa e campanha de orientação

A Sapra Landauer entrevistou a médica e especialista em radiologia Mônica Bernardo para saber mais sobre sua pesquisa que estuda o impacto da radiação em crianças submetidas à tomografia computadorizada. A pesquisa se transformou em um projeto de conscientização implementado em unidades hospitalares, conforme explica o também médico Orlando Fittipaldi Junior, diretor de Gestão de Saúde da Unimed do Brasil 

Sobre os entrevistados

Mônica Oliveira Bernardo é médica especialista em radiologia e diagnóstico por imagem e atua nos hospitais Miguel Vila Nova Soeiro e Santa Lucinda de Sorocaba. Possui mestrado em Educação nas Profissões da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde, da PUC São Paulo, e realiza, atualmente, o doutorado em Educação Médica pela Unicamp. Concluiu diversos cursos de aperfeiçoamento e especialização, principalmente na área de diagnóstico por imagem. É docente responsável pela área de Radiologia na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC São Paulo e foi diretora da TopImagem Medicina Diagnóstica. Desde 2008 é membro do Centro de Estudos da Unimed Sorocaba e de seu Comitê de Radiologia.

Orlando Fittipaldi Junior é médico e diretor de Gestão de Saúde da Unimed do Brasil


Sapra Landauer: Sabemos que crianças são mais sensíveis à radiação do que adultos, pois seus tecidos ainda estão em desenvolvimento. Quais são, então, os cuidados especiais de proteção radiológica a ser dedicados a esses pacientes de faixas etárias inferiores? 

Monica Bernardo: Os cuidados com a radiação devem ser tomados por todos os envolvidos desde os familiares, médicos solicitantes, médicos radiologistas executantes, técnicos de radiologia e gestores das Instituições.

O efeito da radiação absorvida pelo organismo é somatório e, considerando a longevidade dos indivíduos, os cuidados devem ser realizados em todas as idades principalmente em crianças menores de 4 anos e do sexo feminino.

Artigos publicados evidenciam a correlação de maior incidência de câncer (tumores cutâneos, linfoma, tumores de sistema nervoso central), assim como catarata precoce, nos indivíduos expostos, em relação aos não expostos.

Porém, o efeito em cada ser humano, ainda não é bem estabelecido, apesar de sabermos que o efeito da radiação pode causar mutação genética da célula. Existem diferentes fatores ambientais e genéticos que determinam a sensibilidade para cada indivíduo.

Os médicos solicitantes devem utilizar inicialmente de recursos clínicos e solicitar os exames seguindo protocolos de critérios consensuais apropriados de qualidade e medicina baseada em evidência para o diagnóstico correto, com ênfase na radioproteção. Estes protocolos das Sociedades de Especialidades, como a da Pediatria e a da Radiologia, são muito úteis para a orientação na prática médica diária e na tomada de decisão para a indicação de exames radiológicos.

Também devemos acrescentar a utilização de métodos de imagem alternativos como ultrassom e a ressonância magnética, cujo princípio de formação da imagem não utiliza radiação ionizante e possuem vários recursos para elucidar o diagnóstico. Além disso, o acesso ao banco de dados dos pacientes com análise dos exames prévios, auxiliam o médico a não solicitar exames repetitivos e desnecessários.

Os médicos radiologistas e a equipe técnica de Radiologia devem ficar atentos a utilizar protocolos de baixa dose e realizar instruções de trabalho programado e padronizado na rotina de execução de exame radiológico para garantir a menor exposição, protocolos adequados e personalizados para cada caso, de acordo com a suspeita diagnóstica, assim como evitar repetições.

Os pais devem guardar os exames radiológicos já executados e levar nas consultas médicas este histórico permitindo acesso aos resultados e às imagens. A sugestão proposta de utilização de uma carteirinha onde ficam os registros dos exames é porque ela serve como instrumento para a informação e também para auxiliar na conscientização dos familiares.

Muitas vezes, os pais desconhecem os efeitos da radiação e o excesso de zelo, induzem e pressionam os pediatras a solicitarem radiografias e outros exames desnecessários. A medicina defensiva tem sido uma preocupação mundial e precisa se tornar igualmente uma preocupação nacional.

As instituições devem manter os seus equipamentos de radiologia calibrados e em bom funcionamento, com testes periódicos de exames de qualidade com a menor dose possível, aplicado pelos físicos especializados em conjunto com a avaliação do radiologista.

Os gestores podem também promover educação permanente para sua equipe multidisciplinar, visando esclarecimentos aos clientes e preparo operacional da equipe técnica. Assim é possível garantir a continuidade da informação e a qualidade da imagem. 


Uma pesquisa de sua autoria realizada em 2013 como pós-graduação, mostra que a redução da dose de radiação em crianças submetidas à tomografia computadorizada não traz prejuízos para o diagnóstico. Como foi feita essa pesquisa e como sua contribuição científica tem repercutido, desde então, na área médica?

Monica Bernardo: Trata-se de uma projeto retro e prospectivo, quali e quantitativo com intervenção educacional. Através da revisão do banco de dados de dose de exames de tomografia de crânio na emergência pediátrica, estabelecimento de protocolos com redução de dose nos exames radiológicos, bem como a mudança de cultura e treinamento de pessoal, desde a solicitação de exame pelo pediatra, realização do exame pelos técnicos, protocolos de baixa dose com os radiologistas, e pessoal administrativo da recepção e enfermagem para a abordagem dos pais.

Utilizamos como base a Campanha Internacional com ênfase na Radioproteção conhecida como Image Gentle do Colégio Americano de Radiologia, ressaltando-se que seus critérios foram validados por uma comissão internacional.

O impacto no hospital escolhido para execução da pesquisa foi muito positiva, com aceitação dos familiares e pediatras, e estabelecimento de nova cultura com conscientização de toda a equipe de radiologia. Entrei em contato pessoalmente com todos os envolvidos no atendimento da emergência, procurando esclarecer e conscientizar sobre os riscos da radiação e apresentei os novos protocolos, além de realizar uma análise randomizada por amostragem.

A utilização da carteirinha foi bem aceita por todos e estimulou a Unimed Brasil a levar o projeto a nível nacional em 2014. Já em 2016, começou a desenvolver um projeto de implantação da campanha nas demais unidades no país, com a nossa participação direta.

Criamos um guia de implantação e instrumentos de conscientização em conjunto com a Unimed Brasil, e também realizamos a orientação para a criação da comissão de radioproteção e sua função nos Hospitais.

O projeto foi publicado em revistas e apresentado em congressos nacionais e internacionais. Neste ano de 2017, será desenvolvido um projeto que objetiva a criação de programa de educação permanente à distância e descrição da formação da comissão de radioproteção, já enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa. O projeto irá contar com a participação da comunidade acadêmica e o Hospital de Ensino.

Contamos também com apoio do Colégio Brasileiro de Radiologia no projeto nacional e esperamos poder auxiliar várias Unidades Hospitalares ou Instituições em relação à conscientização da radioproteção. O trabalho também reflete no cuidado com o adulto, pois uma vez mudada a cultura, desencadeia uma mudança progressiva modificadora nas demais faixas etárias.

A criação e análise do banco de dados das imagens é fundamental em todas as instituições hospitalares e foi muito bem aceita no sistema Unimed, assim como a carteirinha. Mas deve permanecer o incentivo contínuo para ser realmente implementada na cultura nacional.

Imagino o uso da carteirinha de radiação da mesma forma que a carteirinha de vacinação das crianças: a mãe leva em todas as consultas e as informações ficam disponíveis para consideração médica e dos demais profissionais de saúde. Os recém nascidos poderiam sair do berçário já com este instrumento.

Estimulamos o recurso alternativo do acesso virtual remoto pelo médico solicitante dos exames radiológicos dos pacientes, para aumentar a informação necessária do histórico do paciente, para a análise clínica, evitar solicitação repetida de exames e orientar na tomada de decisão na consulta.

Estou muito contente da repercussão do projeto a nível nacional e a aceitação pela comunidade de radiologia internacional nos congressos.

Tivemos a experiência com uma unidade em outro estado que instalou o programa em três meses com o guia elaborado em conjunto com nosso auxílio e a Unimed Brasil, o que foi um passo importante na demonstração de que podemos seguir na expansão no projeto.

A tendência será o desenvolvimento de indicadores de controle de dose de radiação reconhecidos internacionalmente. Espero ter a oportunidade de trabalhar neste sentido. 


Um dos principais resultados sociais de seu trabalho foi a organização de uma ampla campanha de proteção radiológica infantil no âmbito da Unimed. Como funciona essa iniciativa e quais os resultados práticos já obtidos com a campanha?

Monica Bernardo: Foi muito gratificante a parceria com a equipe da Unimed Brasil e creio que o projeto tenda a crescer mais.

Orlando Fittipaldi Junior: Acompanhando as diretrizes da campanha internacional com ênfase na Radioproteção conhecida como Image Gentle do Colégio Americano de Radiologia e em alinhamento com o Colégio Brasileiro de Radiologia, em maio de 2016 a Unimed do Brasil lançou uma campanha nacional com o objetivo de disseminar a implementação do Programa de Proteção Radiológica Infantil para todo Sistema Unimed.

Esta iniciativa visa conscientizar profissionais da saúde e clientes sobre os riscos relacionados à exposição excessiva aos raios ionizantes, reduzir a indicação de exames que não contribuem para o diagnóstico correto e criar condições para que os procedimentos sejam realizados com a menor carga de radiação possível.

A adoção da campanha implica na revisão dos riscos associados à radiação ionizante, dos protocolos e da interação clínica pelas instituições envolvidas. A disseminação de conhecimento baseado em evidências, seguindo as diretrizes das sociedades médicas representativas, fortifica o respaldo profissional e favorece o desenvolvimento da cultura de segurança.

A Unimed do Brasil tem atuado como facilitadora na implementação do programa para todo o Sistema Unimed, fornecendo material de suporte completo, além de um guia produzido com base na legislação e nas necessidades coletadas durante as reuniões periódicas de alinhamento com as Unimeds participantes.

Até o presente momento, houve adesão de 43 Unimeds ao Programa, destas, 14 já estruturaram uma Comissão de Radioproteção e iniciaram as atividades conforme previsto no guia de implementação, seguindo cronograma estruturado de acordo com a realidade local.

Os dados coletados mostram que a quantidade de atendimentos e a quantidade de exames realizados é maior para a faixa etária de 0 a 4 anos. A quantidade de exames por consulta também é maior para as menores faixas etárias (0-4 e 5-8 anos), o que ressalta ainda mais a relevância e a importância do programa.


Como tem sido a experiência de uso da carteirinha de radioproteção infantil da Unimed? Qual a importância de mantê-la atualizada em relação ao histórico de exames de diagnóstico por imagem realizados? Por fim, como garantir que seu uso seja cada vez mais efetivo e abrangente na rede de atendimento? 

Monica Bernardo: A possibilidade de informação de dados anteriores e a carteirinha como instrumento de conscientização do cliente é muito importante. Os dados no prontuário eletrônico são necessários para a instituição ter os arquivos acessíveis e rastreáveis aos médicos assistentes.

Além disso, a carteirinha é um documento da história de exposição radiológica do paciente, que ele pode levar consigo para todas as consultas ou ter acesso a ela por via remota virtual. A garantia do seu uso seria manter a divulgação da campanha por tempo prolongado com feed back das unidades e dos pacientes.

Orlando Fittipaldi Junior: A carteirinha tem como principal função o registro dos exames radiológicos realizados e tem funcionado como um instrumento de conscientização e envolvimento do cliente.

Por meio dessa carteirinha, é possível que os profissionais de saúde tenham conhecimento da frequência e da data de realização dos últimos exames, para então avaliar com segurança a necessidade da solicitação de um novo procedimento.

A conscientização dos familiares é muito importante para a efetividade do processo, assim como o estímulo do uso da carteirinha. O registro de dados do prontuário eletrônico é necessário para a instituição ter os arquivos acessíveis e rastreáveis aos médicos.


Em sua visão, como é possível ampliar e avançar, ainda mais, as iniciativas em prol da conscientização de pediatras, profissionais de nível técnico em radiologia e familiares de crianças expostas a exames radiológicos sobre os riscos e as medidas de proteção que envolvem o tema? O que ainda falta para que se adotem plenamente, no Brasil, as melhores práticas internacionais? 

Monica Bernardo: Creio que devemos continuar a estimular projetos de educação médica permanente, que tem atuação e impacto positivo, na aceitação, satisfação e segurança dos clientes e do médico. Assim como a melhora dos processos operacionais nas instituições.

Porém, este treinamento deve ser feito por especialistas com enfoque na realização de exames com baixa dose de radiação, protocolos corretos personalizados e uso de métodos alternativos de imagem como ultrassom e ressonância.

O apoio do Colégio Brasileiro de Radiologia possibilita uma melhor disseminação com segurança e demonstra a preocupação nacional e internacional no tema. O envolvimento da Sociedade de Pediatria também é essencial para garantir a divulgação nas gerações médicas seguintes.

A transmissão da informação do tema nas Instituições de Ensino Médico e nas Escolas técnicas de Radiologia também auxiliará na conscientização dos novos profissionais. A Anvisa determina obrigatoriamente que seja criada uma comissão de radioproteção com equipe multidisciplinar para os serviços de radiologia nos hospitais de ensino.

Com a participação do médico responsável, técnico radiologista, do supervisor de proteção radiológica com formação em física médica, Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, dos técnicos de radiologia, dos médicos solicitantes e dos colaboradores de assistência ao paciente.

Essa comissão pode ter como uma de suas finalidades, controlar a dose de radiação dos exames radiológicos, segundo as orientações da legislação nacional e internacional, bem como criar instruções de trabalho adequados personalizados em relação ao cenário de cada serviço e controles randomizados com auditoria interna documentada com indicadores, os quais serviriam para intervenção educacional e nos processos operacionais, além de formar uma equipe com foco na segurança do paciente e dos profissionais envolvidos.

A mudança na cultura deve ser também nas escolas médicas, técnicas, nas equipes multiprofissionais, em hospitais e meios de comunicação. A divulgação da campanha internacional Image Gentle, hoje, se estendeu a todos os continentes do mundo (Image Gentle, Image Wisely, Eurosafe, Afrosafe, Latin Safe, entre outros).

Sempre, com o cuidado de esclarecer e ressaltar aos pacientes a importância essencial dos exames radiológicos na área médica e que devem continuar sendo usados, só que de maneira adequada e indicada pelo médico, sem receio na sua realização, devido a sua grande utilidade e acurácia, sempre com supervisão do radiologista.


A dosimetria de radiações é um componente fundamental nos programas de proteção radiológica. Como a senhora avalia a qualidade dos serviços e do atendimento prestados pela Sapra Landauer nesse segmento?

Monica Bernardo: O controle de radiação é fundamental tanto para trabalhadores da área como para os pacientes. A Sapra tem um reconhecimento sério e adequado no mercado. Espero que continuem investindo nesta área.

Os testes de qualidade de imagem e adequação dos equipamentos para manter a acurácia diagnóstica e o controle da dosagem da radiação emitida pelos equipamentos e da dose absorvida pela pele do paciente é muito importante no monitoramento da radioproteção com eficiência.