Radiologia veterinária: dos riscos iminentes à proteção necessária

Diretora da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária (ABRV), Tilde Froes, destaca quais são os riscos da radiologia para os profissionais diretamente envolvidos.

A sala de radiologia está pronta. O biombo foi cuidadosamente montado para que o profissional se protegesse, todos os detalhes foram meticulosamente conferidos e o paciente está acomodado e preparado para o procedimento. Tudo parece caminhar bem, mas quando o operador dos Raios X vai para trás do biombo, o paciente se mexe. Muitas vezes, o operador volta e até o segura durante o processo. Eis o risco iminente.

Em radiologia veterinária, essa situação é mais comum do que parece, já que ainda não está disseminado no Brasil o hábito de sedar os animais para fazer uma radiografia. E na tentativa de encontrar a melhor posição para o raio X e garantir que o paciente fique inerte, o radiologista acaba se descuidando dos procedimentos básicos de segurança com a sua própria saúde.
Vale lembrar que a radiação é uma energia em movimento, e se não utilizada corretamente, pode prejudicar a saúde humana. E talvez porque não seja visível, muitos profissionais se esquecem de garantir essa proteção tão importante e regulamentada.

Para a professora Tilde Rodrigues Froes, chefe do Serviço de Diagnóstico por Imagem do Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretora da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária (ABRV), esse é um assunto de extrema importância.

“A proteção radiológica na veterinária tem que ser tratada com o mesmo cuidado da medicina. Primeiro porque é uma norma e precisa ser seguida; segundo porque na veterinária é preciso criar estratégias para evitar que o profissional se exponha à radiação, tanto primária, quanto secundária, porque o raio “bate e volta”. É a conhecida radiação espalhada. Então, ele precisa ter ferramentas ao seu dispor, como um saco de areia, por exemplo, que o ajudem a manter o paciente em determinada posição para evitar essa exposição profissional”, explica.

Formada há 25 anos, na época do boom da ultrassonografia, Tilde fez pós-doutorado em Técnicas avançadas de diagnóstico por Imagem em animais de companhia na Universidade da Pensilvânia. Passou oito meses acompanhando a rotina de raio X, já que o currículo era mais voltado à prática. Foi de lá que ela confirmou o conceito de sedação dos animais para a radiologia.
“No início nós encontramos resistência, muitas pessoas achavam que não era necessário. Mas é um risco a mais para o profissional. Agora não é porque o paciente está sedado, que outros cuidados podem ser relaxados. O risco é iminente. Então, precisamos estar atentos”, destaca.

Tilde ressalta que adquirir um equipamento de Raios X, não é o suficiente para que o serviço seja disponibilizado. É preciso ter um preparo para fazer a radiologia. “Assim como os preparativos são necessários na prática cirúrgica, também são fundamentais na prática de Raios X. E esse é um conceito que já temos trabalhado na universidade, então, é uma sementinha que vai sendo lançada para que todos tenham essa consciência”, afirma.

Proteção radiológica

As atividades de proteção radiológica seguem alguns princípios fundamentais, entre eles, a otimização da proteção radiológica, que tem o objetivo de preservar a segurança e a saúde dos indivíduos expostos à radiação ionizante nos locais em que se utilizam equipamentos de radiação, incluindo pacientes, profissionais e o público em geral.

Outro ponto importante é a limitação de doses individuais. As normas do setor estabelecem que profissionais ocupacionalmente expostos à radiação ionizante devem utilizar, em sua jornada de trabalho, um monitor de tórax, para estimar a dose efetiva de corpo inteiro. E de acordo com a atividade exercida, também deve usar um monitor de extremidade, em forma de anel ou pulseira.
Tilde ressalta a importância da atenção a esse detalhe, mesmo quando o paciente está sedado. “Primeiro porque é uma norma e como tal deve ser seguida. Segundo porque, às vezes, mesmo com o paciente sedado, o radiologista acaba se expondo para ajustar o animal. Aqui entram aquelas ferramentas que mencionei, como o saco de areia ou uma pá, por exemplo, que podem ajudar a posicionar corretamente o paciente e evitar que o profissional tenha uma exposição primária. Ainda assim, existe o risco da exposição secundária, porque o raio bate e volta”, explica.

Nesse sentido, utilizar os dosímetros para controlar e dosar essa exposição, é tão essencial quanto usar luvas, óculos e protetor de tireóide.

Conscientização

Com o objetivo de ampliar as discussões sobre o assunto e estimular a conscientização sobre a importância da proteção radiológica, diversos eventos têm sido realizados pelo país. Um deles foi promovido pela Sapra Landauer e contou com o apoio da ABRV.

“A Dra. Yvone Mascarenhas percebeu doses muito altas de radiação nos veterinários, então, entrou em contato conosco para realizarmos esse Webinar sobre Proteção Radiológica na Medicina Veterinária, e esse evento foi muito bom. É preciso criar o hábito da proteção radiológica em nosso meio. É uma luta mundial na veterinária”, destaca Tilde.

Para ela, eventos técnicos sobre esse assunto devem ser cada vez mais divulgados para que a conscientização seja ampliada e a prática da dosimetria definitivamente adotada.

O perigo oculto do atraso na devolução dos monitores

Você sabe qual é o prazo correto para devolução dos monitores para a Sapra Landauer? Confira todos os detalhes para que o processo ocorra corretamente.

O atraso na devolução dos monitores pode até parecer algo inofensivo, mas traz em si um perigo oculto: o comprometimento de todo o processo de envio e recebimento das remessas seguintes.

Neste artigo você vai ver os requisitos básicos de proteção radiológica, os problemas decorrentes do atraso na devolução dos monitores e o que isso pode acarretar para a sua empresa.

Proteção radiológica

Os requisitos básicos de proteção radiológica das pessoas ocupacionalmente expostas à radiação ionizante, estabelecidos na Norma CNEN NN 3.01, determinam a utilização de monitores individuais de proteção radiológica, de tórax ou em forma de anel ou pulseira, conforme a atividade exercida.

O objetivo é preservar a saúde de trabalhadores e minimizar os riscos derivados do uso de radiações ionizantes. Contudo, há detalhes que devem ser observados.

No Brasil, a periodicidade da dosimetria individual externa é mensal, conforme a regulamentação vigente. Assim, os dispositivos de monitoração devem ser trocados a cada 30 dias. Os monitores devem, necessariamente, ser devolvidos via postal para análise da Sapra Landauer que, então, encaminhará nova remessa de dosímetros.

O processo de troca dos monitores

O contrato com a Sapra Landauer estabelece que o uso do monitor deve ter início no dia 1º ou 16 de cada mês, e deve ter duração de 30 dias.

A Sapra Landauer envia uma nova remessa de monitores às empresas mês a mês, de modo que eles sejam entregues antes do final do período de uso. Isso porque a devolução dos monitores deve ser feita após a troca, já que nenhum colaborador pode trabalhar sem o dosímetro individual.

Até aí, tudo bem. O ponto chave é que as empresas precisam fazer a devolução imediatamente ou em, no máximo, até 3 dias após a troca dos monitores. Um atraso de poucos dias em um único mês prejudica todo o processo de envio/recebimento de monitores e pode até se tornar um risco de compliance.

Veja como funciona:

Cerca de 2 dias antes de completar o período de uso da remessa azul, por exemplo, a empresa recebe a remessa verde de monitores, para uso no mês seguinte. A devolução dos dosímetros que estavam em uso (azuis) deve ser feita pelos Correios em até 3 dias.

Isso porque a Sapra Landauer tem que fazer o recebimento dos monitores, a leitura, a análise das doses radiológicas e a emissão do relatório de doses desta remessa, antes de enviar a próxima, que também será azul, enquanto a verde está em uso.

Se considerarmos que os Correios podem levar até 10 dias para fazer a entrega, os monitores da nova remessa devem sair da Sapra, no máximo, 10 dias antes da data de troca. Com isso, o período que sobra para todo o trabalho que deve ser realizado pela Sapra é justíssimo.

Então, o processo ideal é assim:

  • Período de envio para a empresa = 10 dias (Correios)
  • Tempo de troca de monitores e envio pelo cliente = 3 dias
  • Período de devolução após a troca = 10 dias (Correios)
  • Tempo entre recebimento, análise e novo envio (Sapra) = 7 dias

Desta forma, o processo de troca de monitores é realizado sem intercorrências.

O problema do atraso

Um atraso na devolução dos monitores, por menor que seja, vai gerar um acúmulo de toda a demanda, comprometendo o prazo das próximas remessas.

Numa comparação simples, é como em uma conta bancária que entrou no vermelho. No mês seguinte, a sua receita já não será mais suficiente para cobrir os custos do mês, porque terá que suprir o valor que estava negativo. E mês a mês esse rombo aumenta.

Com os monitores, a situação é parecida. A devolução tardia compromete os processos de leitura e produção de relatórios realizados pela Sapra e prejudica a aferição de doses e proteção radiológica das pessoas monitoradas.

Entenda o que ocorre se houver atraso:

  • Vamos supor que o cliente demore 10 dias para fazer a devolução e poste os monitores no dia 10 daquele mês;
  • A Sapra receberá os monitores entre os dias 17 e 20 do mesmo mês;
  • Contudo, a Sapra teria que postar a nova remessa dos monitores, no máximo, 10 dias antes da data de início de uso, quando a troca deve ser realizada.

Ou seja, não há tempo suficiente para que a Sapra cumpra todos os procedimentos – recebimento, leitura, análise e emissão do relatório – necessários para o próximo envio.
Assim, se a devolução de monitores já utilizados demorar para ocorrer, todo o processo sofrerá atraso. Com isso, a troca de monitores, que deveria ser realizada em 30 dias, pode ser prejudicada.

Riscos iminentes

O envio tardio em um único mês gera um encavalamento do processo nos meses seguintes. A empresa corre risco de compliance porque o atraso igual ou superior a 90 dias resulta em LI – Leitura Impossível.

Nesses casos, apesar de a Sapra realizar a leitura e análise de todos os monitores recebidos (independentemente do período de uso), não poderá emitir o relatório indicando os valores de dose, mas sim de acordo com a legislação vigente, a dose será indicada como LI.

Sem contar que a demora na postagem dos monitores, que resulta em período de uso não regular, é um indicativo de indiferença com a Proteção radiológica por parte da instituição.

Em resumo, pequenos atrasos geram grandes problemas. Por isso a Sapra Landauer recomenda insistentemente que seja feita a troca regular dos monitores imediatamente após o recebimento da nova remessa ou em, no máximo, 3 dias.

Para tirar suas dúvidas sobre esse assunto, clique aqui e entre em contato conosco.

Veterinária compartilha experiência nos EUA sobre proteção na radiologia veterinária

O webinário “Proteção Radiológica na Medicina Veterinária”, realizado pela Sapra Landauer, em parceria com a Associação Brasileira de Radiologia Veterinária (ABRV), discutiu o assunto à luz da experiência da médica veterinária Simone C. Monteiro Dallagnol, que trabalha no Blue Pearl Specialty Pet Hospital, nos Estados Unidos, desde 2018.

Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná, Simone é pós-graduada em Cirurgia e Clínica Médica pela Universidade Estadual de Londrina e Mestre pela Universidade Federal do Paraná.

Além dela, participaram do webinar a diretora da ABRV, Tilde Froes, o físico e diretor da Sapra Landauer, Paulo Mascarenhas, e a física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Dra. Yvone Maria Mascarenhas, que também realizou uma palestra, com o tema “Um olhar sobre a proteção radiológica na Medicina Veterinária pela perspectiva da monitoração pessoal”.

Em ambos os casos, o foco das conferências foi a proteção dos profissionais que atuam nesse setor. “Decidimos conversar sobre a proteção contra a radiação ionizante porque percebemos um aumento da procura por esse tema e há considerações importantes a fazer: por exemplo, quando falamos em proteção radiológica do trabalhador, as exposições médicas não estão incluídas na limitação de dose”, destacou Yvone.

Para a diretora da ABRV, esse é um assunto essencial, que precisa ser amplamente difundido. “Se olharmos para o que tem sido discutido na Sociedade Europeia de Radiologia Veterinária e na Sociedade Americana de Radiologia Veterinária, vamos perceber que esse tema vem até como um alerta porque tem se verificado doses um pouco excessivas para nós”, ressaltou Tilde.

O webinar também abordou a RDC 330, uma regulamentação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que se aplica a clínicas, hospitais e outros serviços correlatos, públicos ou privados, que prestem serviço de radiologia diagnóstica ou intervencionista, bem como de fornecedores, serviços de manutenção, de assistência técnica de equipamentos, de controle de qualidade e de proteção radiológica terceirizados, além de instituições de ensino e pesquisa em saúde humana.

“A exposição médica é o maior componente de exposição da população e por isso preocupa as autoridades. Então, precisamos ampliar a divulgação da informação possibilitando que outras pessoas direcionem os seus olhares para esse assunto tão importante”, reforçou Yvone.

Experiência americana

Logo em seguida à palestra de Yvone, a médica veterinária Simone Dallagnol comentou sobre a evolução dos métodos e processos de monitoramento de doses de radiação na área veterinária, além de detalhar e discutir as melhores práticas na proteção radiológica utilizadas no BluePearl Specialty Hospital, onde atua como technician do departamento de radiologia, realizando exames de ultrassom, tomografia, radiografias e ressonância magnética.

Para Simone, a situação no Brasil realmente merece atenção. “Quando falamos em radiação no Brasil, todo mundo se espanta e logo solta frases do tipo: trabalhar com radiação não, eu ainda quero ter filhos ou algo parecido. Ou seja, as pessoas têm medo do raio, mas na hora de trabalhar, esse medo some e ninguém se importa com isso. Então, é preciso estimular a cultura de proteção no país”, destacou.

Em sua palestra, Simone apresentou com fotos e detalhes assuntos como a repetição de exames e a exposição desnecessária que essa prática causa, a utilização de sedativos e anestesia, a rotina intensa do hospital e ainda deu uma dica importante para fazer o exame em gatos.

Acesse e assista o webinário na íntegra:

Acesse este e outros webinários oferecidos pela Sapra:

Sapra Landauer informa que a antecipação de feriados não deverá afetar o cronograma de recebimento e envio dos monitores

Neste momento crítico da pandemia de Covid-19, a Sapra Landauer informa aos seus parceiros que a antecipação de feriados via decreto e outras medidas adotadas para contenção do avanço da pandemia não devem afetar o cronograma de envio e recebimento dos monitores.

Os serviços de dosimetria e proteção radiológica prestados pela Sapra Landauer para milhares de instituições de saúde de todo país são enquadrados na categoria de serviços essenciais e, portanto, não devem sofrer interrupções. 

O envio e recebimento das remessas via Correios, também considerado serviço essencial, deve funcionar normalmente de acordo com uma comunicação divulgada pelo órgão. Em relação à rede de agências, esclarecemos que no Portal dos Correios, na página Busca Agência, será possível obter diariamente informações sobre as unidades abertas ao público: (https://mais.correios.com.br/app/index.php). 

A Sapra Landauer destaca a importância de que os clientes sigam o cronograma de troca e devolução dos monitores, de forma a não comprometer a monitoração de seus colaboradores.

Mesmo assim, sabemos que apesar de todo esforço, podem haver problemas de logística. Caso sua empresa tenha algum problema na devolução dos monitores utilizados ou não receba a nova remessa de dosímetros dentro do prazo, pedimos que o responsável entre em contato pelos canais:

SAC 08000 553567
E-mail: atendimento@sapra.com.br

A Sapra Landauer agradece a colaboração de seus clientes e parceiros, fundamental para que os serviços de monitoração individual não sejam comprometidos.
Agradecemos também as instituições e profissionais da saúde que estão trabalhando incansavelmente para atender a população neste momento tão delicado da pandemia.

Sapra Landauer tem processos e sistemas adequados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Sapra Landauer tem processos e sistemas adequados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

Conheça como a nova lei de proteção de dados se aplica a serviços de monitoração individual e confira as iniciativas da Sapra Landauer para proteger ainda mais seus clientes e usuários.

A Sapra Landauer realiza e já concluiu uma série de iniciativas para que seus serviços de monitoração individual funcionem em perfeita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que passou a viger recentemente no Brasil e define condições específicas para o uso e processamento de dados de pessoas físicas, incluindo profissionais da área da saúde, que são protegidos e assistidos por nossos serviços.

Neste texto, você irá saber mais sobre as principais aplicações da LGPD (a Lei 13.709, do Governo Federal) no contexto das instituições, fornecedores e contratantes do serviço de monitoração individual e a importância das ações realizadas pela Sapra Landauer, mesmo antes da publicação da LGPD, visando sempre o tratamento correto, responsável e seguro das informações de seus clientes e usuários.

Vale lembrar que essa nova regulamentação nacional sobre proteção de dados ainda é um assunto novo para diversos setores, incluindo as empresas que prestam serviços de monitoração individual de radiações ionizantes e os laboratórios de dosimetria, cuja atuação é regulamentada também por órgãos específicos, como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Agência Nacional de Vigência Sanitária (Anvisa).

Regras e definições

De modo geral, a LGPD cria regras e define termos e condições que todas as empresas brasileiras devem seguir ao lidar com dados sensíveis ou não das pessoas físicas envolvidas nos seus processos. A lei também confere direitos a essas pessoas, consideradas “titulares” ou donas de seus próprios dados, sobre o uso e manutenção desses registros por terceiros.

Uma dessas classificações é a distinção entre dois tipos de instituições que utilizam dados pessoais de um titular: as controladoras (que recebem os dados diretamente do titular) e as processadoras (que recebem esses dados por meio de outras instituições).

Na maioria dos casos que envolvem serviços de monitoração individual, empresas como a Sapra Landauer atuam como processadoras, pois seus clientes (hospitais, indústrias, clínicas, por exemplo) recebem os dados pessoais diretamente de seus próprios colaboradores (titulares) e os enviam aos laboratórios credenciados de dosimetria para que seja possível fazer a monitoração desses indivíduos ocupacionalmente expostos.

Mas também existem algumas situações em que os serviços de monitoração individual atuam como controladores de dados, por exemplo no caso de serviços prestados a estagiários e profissionais liberais não vinculados a uma entidade controladora e que contratam o serviço de monitoração diretamente com o laboratório.

Iniciativas da Sapra Landauer

Como empresa pioneira no uso de novas tecnologias de dosimetria radiológica no Brasil, e seguindo as melhores práticas internacionais do setor, a Sapra Landauer sempre manteve políticas internas de cuidado com os dados enviados por seus clientes, observando princípios de segurança, confidencialidade e orientando a conduta ética de seus colaboradores nos processos que envolvem registro de dados de cada indivíduo.

Neste sentido, a política interna de privacidade e segurança da Sapra Landauer já contemplava vários tópicos presentes na LGPD ainda antes de sua discussão no Congresso Nacional e promulgação pelo Governo Federal. Para o ano de 2021, a Sapra Landauer já está adequada à nova regulamentação introduzida oficialmente no país pela Lei 13.709.

Alguns tópicos dessa política e que balizam as iniciativas da Sapra Landauer em relação à proteção de dados são: segurança e confidencialidade dos dados recebidos, treinamento dos colaboradores em relação ao tratamentos desses dados, atualização da política de privacidade e segurança, desenvolvimento e aprimoramento de processos internos, além da observação de uma conduta ética em todas as dimensões da empresa.

Mais recentemente, também foi elaborado um Termo de Compromisso com nossos parceiros em relação à LGPD e foram implantadas novas ferramentas e tecnologias para prevenir, de forma ainda mais rigorosa, eventuais possibilidades de vazamento de dados pessoais.

Direitos dos titulares dos dados

Entre os direitos individuais garantidos às pessoas físicas pela LGPD estão o de ser informado, ter acesso aos dados, poder retificar ou excluir os dados ou bloquear ou opor-se a seu processamento. A lei também garante a portabilidade dos dados e a possibilidade de o usuário apresentar uma reclamação, retirar seu consentimento ou solicitar que seja mantido em anonimato, além do direito de solicitar informações de outras entidades públicas e privadas (incluindo órgãos do governo ou outras empresas) com as quais uma entidade controladora ou processadora compartilhe esses dados.

Essas regras valem independente do meio, país de sede ou local onde os dados sejam coletados, uma vez que sua coleta ou tratamento se dê em território brasileiro.

Há no entanto algumas situações especiais em que um ou mais desses direitos individuais podem ser flexibilizados de modo a garantir o atendimento a outras regulações de setores específicos. Essas situações devem ser sempre justificadas e fundamentadas, nos termos da lei ou de regulações específicas, como as de proteção radiológica.

No caso de serviços de monitoração individual externa, por exemplo, os dados cadastrais dos usuários devem necessariamente ser enviados para a CNEN, assim como a somatória anual de doses e alguns relatórios específicos, como em casos da detecção de doses elevadas. Sem isso não seria possível haver documentação e controle rigorosos sobre dados relevantes de exposição dos profissionais a radiações ionizantes, conforme exigem as normas da CNEN e da Anvisa.

Para fiscalizar o cumprimento da LGPD, foi criada no país a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), perante a qual as instituições controladoras ou processadoras assumem a responsabilidade de garantir os direitos dos titulares dos dados e a observação de cuidados para sua proteção. Em caso de descumprimentos, é prevista a aplicação de multas.

Para saber mais sobre a LGPD e sua regulamentação, visite: https://www.gov.br/anpd/pt-br

Se tiver alguma dúvida sobre o uso de dados de sua instituição pela Sapra Landauer, entre em contato com nosso setor de atendimento por meio do SAC, e-mail ou telefone.

Boas festas, e muito obrigado

Boas festas, e muito obrigado!

É na adversidade que provamos nossa capacidade de superar obstáculos.

Este ano de 2020, que agora se encerra, foi difícil, mas também por isso especial.

Mostrou o valor de nossos esforços para vencer desafios, perseguir o sucesso.

Prova disso é que, em meio a uma pandemia, garantimos o funcionamento de nosso laboratório e o atendimento das necessidades de nossos clientes, muitos deles atuando na linha de frente.

Por isso, a família Sapra Landauer expressa a você nosso sincero agradecimento, com votos de Boas Festas e o desejo que, em 2021, possamos seguir perseguindo a felicidade e a construção de um mundo melhor.

Sapra inova com curso gratuito, com vídeos instrucionais, possibilitando ao cliente conhecer cada etapa dos serviços de dosimetria individual

A Sapra Landauer inovou, mais uma vez, e desenvolveu para seus clientes, por meio de vídeos explicativos e de curta duração, um passo a passo do serviço de monitoração individual que oferece. É mais uma ferramenta para auxiliar o cliente a obter a máxima eficácia dos serviços oferecidos pela empresa.

Trata-se do Curso “Instruções de Uso dos Monitores Individuais de Radiação”, de fácil entendimento e produzido em 13 módulos.

Este curso é disponibilizado gratuitamente pela Sapra aos seus clientes, para garantir o uso correto dos monitores individuais, e de acordo com as normas federais vigentes.

público alvo são os responsáveis por proteção radiológica e os responsáveis pelo envio e recebimento de monitores das instituições parceiras, usuários dos monitores individuais e gestores de contratos de dosimetria.

Através deste curso, os parceiros da Sapra conhecerão todos os canais de atendimento e suporte oferecidos pela empresa, assim como detalhes técnicos dos dosímetros de tecnologia OSLD (Dosimetria por Luminescência Opticamente Estimulada).

É possível acompanhar o ciclo dos serviços de monitoração individual externa prestados pela Sapra durante a vigência do contrato firmado com o cliente; conhecer todo o ciclo do serviço, desde o início do processo de envio e troca mensal dos monitores, até o trabalho do laboratório no cálculo de dose mensal de cada usuário.

Constam ainda nos módulos todas as informações sobre a monitoração individual: os objetivos, a quem se destina e seus principais benefícios.

O cliente ainda terá orientações importantes e detalhadas sobre todos os processos, ou seja, de recebimento, armazenamento, utilização, troca e devolução dos monitores individuais da Sapra, além de como proceder corretamente nas situações de Comunicações de Dose Elevada ou em caso de solicitação de Leitura de Emergência.

Ao final, no último módulo, o cliente é convidado a participar de uma pequena avaliação formativa para verificar se restaram dúvidas.

A qualidade e a garantia de rapidez na obtenção dos resultados da monitoração individual dependem da aplicação correta destas instruções oferecidas pela Sapra.

Não perca tempo, entre em contato e aproveite o curso gratuito produzido pela Sapra Landauer a seus clientes.  O acesso é rápido e fácil, basta entrar em contato pelo SAC 0800 0 553567 ou pelo e-mail atendimento@sapra.com.br

Sapra Landauer oferece treinamento gratuito a seus clientes para uso de sistema online de gerenciamento de proteção radiológica. Aproveite!

Para atender sua instituição cada vez melhor, a Sapra Landauer oferece a você e a sua equipe um treinamento online gratuito para uso de nosso sistema Gerenciador de Proteção Radiológica (GPR).

O objetivo do treinamento é ajudar a qualificar ainda mais os recursos humanos de sua organização e contribuir para uma gestão ainda mais eficiente dos serviços de proteção radiológica.

O GPR permite que você gerencie as atividades de proteção radiológica de sua instituição de forma simples e eficiente, consultando dados e emitindo relatórios através da internet.

O treinamento está organizado em 19 módulos de curta duração, com vídeos tutoriais que explicam, de forma clara e concisa, como responsáveis de sua instituição podem realizar tarefas com autonomia e agilidade.

Ao final do treinamento, os participantes recebem um certificado de conclusão emitido pela Sapra Landauer, empresa com mais de 40 anos de experiência e excelência em proteção radiológica e dosimetria individual de radiações.

Se você é cliente da Sapra e ainda não tem acesso ao GPR, clique aqui e cadastre-se agora mesmo.

Veja algumas das funcionalidades do GPR:

– Consultas de relatórios de coleta doses mensal, individual e anual.
– Obtenção de planilhas para controle interno
– Controle de datas de envio e recebimento dos monitores
– Identificação de monitores não devolvidos
– Gerenciamento de inclusão e exclusão de usuários, entre outros.

Para solicitar acesso ao treinamento, entre em contato pelo telefone 0800 0 553 567 (opção 5) ou envie um e-mail para gpr@sapra.com.br.

Sapra passa a oferecer relatório digital de doses

Com o recurso, que tem validade oficial, clientes agora podem optar por não mais receber relatórios impressos em papel, tornando o processo ainda mais ágil e confiável

A Sapra Landauer está implementando um novo processo de documentação digital para os relatórios de dose nos seus serviços de dosimetria individual de radiações, tornando mais simples, ágil e confiável o acesso aos dados pelos responsáveis técnicos das instituições.

Com isso, as instituições clientes poderão optar por não mais receber relatórios impressos, utilizando apenas os relatórios digitais, que têm validade oficial e podem ser acessados diretamente na internet e pelo GPR Online, sistema que a Sapra oferece gratuitamente a seus clientes.

O novo processo já está vigente e vale a partir do relatório de coleta de dose referente a primeira remessa de dosímetros do ano de 2020.

Outra novidade é que os relatórios impressos, que continuarão sendo enviados pelos Correios aos clientes que assim preferirem, passam a contar com assinaturas digitais dos responsáveis pela Sapra Landauer.

Apesar de trazerem os dados corretos a serem considerados por sua instituição, sempre de acordo com os padrões da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), os documentos impressos com assinatura digital não têm validade oficial de acordo com as regras de certificação vigentes no país (veja mais detalhes no quadro ao lado/a seguir).  

Por isso, mesmo ainda recebendo os relatórios impressos, é importante conferir e verificar também a versão digital do relatório de doses, que é criptografada e tem validade oficial. 

O relatório digital pode ser facilmente acessado por meio da URL (endereço www) e do QR Code (código de barra bidimensional) que aparecem informados no relatório impresso. Basta localizar essas informações nas páginas impressas, digitar a URL informada em seu navegador de internet ou, no caso do QR Code, focalizá-lo por meio da câmera de um telefone celular conectado à internet para ter acesso direto ao relatório online.   

Os relatórios digitais também ficam disponíveis e podem ser acessados e baixados, a qualquer momento, através do GPR Online, sistema de gerenciamento de proteção radiológica que a Sapra oferece gratuitamente a seus clientes.

E atenção: caso o responsável legal da instituição opte por continuar a receber os relatórios de coleta de dose impressos enviados pelos Correios, é importante que a identificação do responsável pelo envio e recebimento de monitores seja indicada com rigor, pois ele terá acesso aos relatórios digitais oficiais, através do impresso, pelo QRCode ou pela URL, conforme explicado.

Se ainda tiver dúvidas, leia por favor as respostas para as questões frequentes, a seguir, ou entre em contato com nossa equipe de atendimento.

Tire suas dúvidas sobre o novo processo de relatórios de doses da Sapra Landauer

O que muda nos relatórios de doses enviados pela Sapra?
A Sapra continua gerando e enviando os relatórios de doses impressos pelos Correios, conforme o processo que nossos clientes já conhecem. Há, porém, algumas novidades: (1) os relatórios impressos agora passam a ter assinatura digital dos responsáveis pela Sapra, (2) os relatórios também estão disponíveis em versão digital, com validade oficial e acessíveis pela internet, dispensando a necessidade de manutenção dos registros impressos. 


Como posso ter acesso aos relatórios impressos?
Os relatórios impressos continuarão a ser enviados normalmente para sua instituição através dos Correios (a única diferença é que as assinaturas contidas nesses relatórios, agora, passam a ser digitais). 

Como posso ter acesso aos relatórios digitais?
Os relatórios digitais podem ser acessados online, pela internet, por meio da URL (endereço www) e do QR Code (código de barras bidimensional, legível pela maioria dos telefones celulares) informados no próprio relatório impresso. Além disso, os relatórios digitais também ficam disponíveis para download, a qualquer momento, através do GPR.

Posso dispensar os relatórios e ter apenas os digitais?
Sim. Esta é, aliás, uma opção recomendada pela Sapra. Com a disponibilidade dos relatórios digitais, o recebimento dos relatórios impressos não é mais necessário.

 Os relatórios impressos com assinatura digital têm validade oficial?
Não. Os relatórios impressos servem para consulta de informações, mas não têm validade oficial, conforme as regras de certificação digital vigentes no país. Por estarem impressos em papel, eles não mantêm padrões de criptografia, encapsulamento, entre outros procedimentos técnicos que impedem sua eventual adulteração.

Os relatórios digitais têm validade oficial?
Sim. Por seguirem padrões de criptografia em conformidade com as regras vigentes para certificação de documentos digitais, os relatórios digitais têm validade oficial. Esses relatórios também incluem assinatura digital dos responsáveis pela Sapra e representam uma facilidade e segurança a mais para as instituições clientes, sem riscos de extravio ou adulteração de informação. 

No futuro os relatórios impressos continuarão existindo?
Provavelmente não. A tendência é haver uma gradativa substituição dos relatórios impressos pelos relatórios digitais, que têm validade oficial perante órgãos de controle no país, além de serem facilmente acessíveis e estarem sempre disponíveis pela internet. Os relatórios digitais também permitem maior economia e sustentabilidade ao processo, na medida em que dispensam o uso de papel e simplificam a logística de distribuição e acesso aos documentos. Esta é, aliás, uma tendência em nível mundial, e a Sapra está acompanhando com bastante rigor e responsabilidade, visando sempre o melhor a seus clientes. 

O que é o GPR Online?
O GPR Online (Gerenciador de Proteção Radiológica) é um sistema oferecido sem nenhum custo adicional aos clientes da Sapra e que traz diversas opções de consultas imediatas sobre dados referentes ao serviço de dosimetria individual de radiações. Ele inclui históricos de doses, doses acumuladas, dose anual, informação sobre envios e recebimentos dos monitores, além de consultas, inclusões, alterações, exclusões, transferências de usuários entre instituições afiliadas. O cliente da Sapra que ainda não utiliza o GPR Online pode solicitar a chave de acesso no Portal do GPR Online: www.sapralandauer.com.br/gpr

Pesquisas atestam benefícios da dosimetria em tempo real

No Centro Médico da Universidade de Rochester, taxas de exposição à radiação caíram pela metade

Além de ser fácil de usar, configurar, instalar e implementar, a tecnologia por trás do sistema Raysafe i3 tem tido seus benefícios comprovados por meio de estudos científicos desenvolvidos em importantes centros de pesquisa médica do mundo.

Um exemplo de mudanças positivas geradas pelo uso da tecnologia de dosimetria em tempo real ocorreu no Centro Médico da Universidade de Rochester (URMC, na sigla em inglês), que, em um ano, conseguiu reduzir pela metade a exposição de sua equipe médica à radiação.

O médico e pesquisador Frederic J. Mis, responsável pela Diretoria de Proteção Radiológica e Garantia de Qualidade de Radiologia na URMC, conta que, antes de adotarem a inovação, sua equipe tinha dificuldade para gerenciar a dose de radiação em suas salas onde havia alta exposição, como os de cardiologia e radiologia intervencionista. “Sabíamos que precisávamos promover o programa de segurança de radiação para reduzir a dose de radiação e melhorar a segurança da equipe”, explica.

Para resolver o problema, a implementação da tecnologia de dosimetria em tempo real foi imediatamente aprovada pela administração central e instalada, a princípio, em duas salas de alta dose, também como o oferecimento de treinamento adicional em proteção radiológica, visando melhorar a cultura da organização sobre o tema.

“A dosimetria em tempo real forneceu ao nosso pessoal a capacidade de ‘ver’ sua dose de radiação durante o trabalho com os pacientes”, conta o Dr. Mis. “Como resultado, a exposição à radiação diminuiu rapidamente, mesmo durante o período de treinamento”. Diante dos resultados, o sistema foi rapidamente ampliado e instalado também em outras duas salas da instituição.

“Em nosso primeiro ano completo de implementação deste novo programa, notamos uma redução de 50% na dose de pessoal”, conclui o Dr. Mis. “O monitoramento da dose em tempo real tornou-se parte da cultura da URMC e agora é obrigatório, além de ser bem aceito e apreciado pela equipe.”

Outro estudo recente, conduzido pelos médicos e pesquisadores Peter Drescher, Davina Winandy e Tracey Marshall, no Aurora West Allis Medical Center, também mostrou uma redução significativa nas doses de radiação incidentes sobre membros de equipe médica durante procedimentos de vertebroplastia, como resultado direto do uso da tecnologia de dosimetria em tempo real.

Neste estudo, foi medida a exposição à radiação para o médico assistente, tecnólogo, técnico em circulação e anestesista. Com isso, novos processos e procedimentos foram implementados para aumentar a conscientização sobre a radiação e o uso rigoroso de dispositivos de proteção, resultando em uma revisão completa dos procedimentos de trabalho na instituição.“