Sapra passa a oferecer relatório digital de doses

Com o recurso, que tem validade oficial, clientes agora podem optar por não mais receber relatórios impressos em papel, tornando o processo ainda mais ágil e confiável

A Sapra Landauer está implementando um novo processo de documentação digital para os relatórios de dose nos seus serviços de dosimetria individual de radiações, tornando mais simples, ágil e confiável o acesso aos dados pelos responsáveis técnicos das instituições.

Com isso, as instituições clientes poderão optar por não mais receber relatórios impressos, utilizando apenas os relatórios digitais, que têm validade oficial e podem ser acessados diretamente na internet e pelo GPR Online, sistema que a Sapra oferece gratuitamente a seus clientes.

O novo processo já está vigente e vale a partir do relatório de coleta de dose referente a primeira remessa de dosímetros do ano de 2020.

Outra novidade é que os relatórios impressos, que continuarão sendo enviados pelos Correios aos clientes que assim preferirem, passam a contar com assinaturas digitais dos responsáveis pela Sapra Landauer.

Apesar de trazerem os dados corretos a serem considerados por sua instituição, sempre de acordo com os padrões da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), os documentos impressos com assinatura digital não têm validade oficial de acordo com as regras de certificação vigentes no país (veja mais detalhes no quadro ao lado/a seguir).  

Por isso, mesmo ainda recebendo os relatórios impressos, é importante conferir e verificar também a versão digital do relatório de doses, que é criptografada e tem validade oficial. 

O relatório digital pode ser facilmente acessado por meio da URL (endereço www) e do QR Code (código de barra bidimensional) que aparecem informados no relatório impresso. Basta localizar essas informações nas páginas impressas, digitar a URL informada em seu navegador de internet ou, no caso do QR Code, focalizá-lo por meio da câmera de um telefone celular conectado à internet para ter acesso direto ao relatório online.   

Os relatórios digitais também ficam disponíveis e podem ser acessados e baixados, a qualquer momento, através do GPR Online, sistema de gerenciamento de proteção radiológica que a Sapra oferece gratuitamente a seus clientes.

E atenção: caso o responsável legal da instituição opte por continuar a receber os relatórios de coleta de dose impressos enviados pelos Correios, é importante que a identificação do responsável pelo envio e recebimento de monitores seja indicada com rigor, pois ele terá acesso aos relatórios digitais oficiais, através do impresso, pelo QRCode ou pela URL, conforme explicado.

Se ainda tiver dúvidas, leia por favor as respostas para as questões frequentes, a seguir, ou entre em contato com nossa equipe de atendimento.

Tire suas dúvidas sobre o novo processo de relatórios de doses da Sapra Landauer

O que muda nos relatórios de doses enviados pela Sapra?
A Sapra continua gerando e enviando os relatórios de doses impressos pelos Correios, conforme o processo que nossos clientes já conhecem. Há, porém, algumas novidades: (1) os relatórios impressos agora passam a ter assinatura digital dos responsáveis pela Sapra, (2) os relatórios também estão disponíveis em versão digital, com validade oficial e acessíveis pela internet, dispensando a necessidade de manutenção dos registros impressos. 


Como posso ter acesso aos relatórios impressos?
Os relatórios impressos continuarão a ser enviados normalmente para sua instituição através dos Correios (a única diferença é que as assinaturas contidas nesses relatórios, agora, passam a ser digitais). 

Como posso ter acesso aos relatórios digitais?
Os relatórios digitais podem ser acessados online, pela internet, por meio da URL (endereço www) e do QR Code (código de barras bidimensional, legível pela maioria dos telefones celulares) informados no próprio relatório impresso. Além disso, os relatórios digitais também ficam disponíveis para download, a qualquer momento, através do GPR.

Posso dispensar os relatórios e ter apenas os digitais?
Sim. Esta é, aliás, uma opção recomendada pela Sapra. Com a disponibilidade dos relatórios digitais, o recebimento dos relatórios impressos não é mais necessário.

 Os relatórios impressos com assinatura digital têm validade oficial?
Não. Os relatórios impressos servem para consulta de informações, mas não têm validade oficial, conforme as regras de certificação digital vigentes no país. Por estarem impressos em papel, eles não mantêm padrões de criptografia, encapsulamento, entre outros procedimentos técnicos que impedem sua eventual adulteração.

Os relatórios digitais têm validade oficial?
Sim. Por seguirem padrões de criptografia em conformidade com as regras vigentes para certificação de documentos digitais, os relatórios digitais têm validade oficial. Esses relatórios também incluem assinatura digital dos responsáveis pela Sapra e representam uma facilidade e segurança a mais para as instituições clientes, sem riscos de extravio ou adulteração de informação. 

No futuro os relatórios impressos continuarão existindo?
Provavelmente não. A tendência é haver uma gradativa substituição dos relatórios impressos pelos relatórios digitais, que têm validade oficial perante órgãos de controle no país, além de serem facilmente acessíveis e estarem sempre disponíveis pela internet. Os relatórios digitais também permitem maior economia e sustentabilidade ao processo, na medida em que dispensam o uso de papel e simplificam a logística de distribuição e acesso aos documentos. Esta é, aliás, uma tendência em nível mundial, e a Sapra está acompanhando com bastante rigor e responsabilidade, visando sempre o melhor a seus clientes. 

O que é o GPR Online?
O GPR Online (Gerenciador de Proteção Radiológica) é um sistema oferecido sem nenhum custo adicional aos clientes da Sapra e que traz diversas opções de consultas imediatas sobre dados referentes ao serviço de dosimetria individual de radiações. Ele inclui históricos de doses, doses acumuladas, dose anual, informação sobre envios e recebimentos dos monitores, além de consultas, inclusões, alterações, exclusões, transferências de usuários entre instituições afiliadas. O cliente da Sapra que ainda não utiliza o GPR Online pode solicitar a chave de acesso no Portal do GPR Online: www.sapralandauer.com.br/gpr

Pesquisas atestam benefícios da dosimetria em tempo real

No Centro Médico da Universidade de Rochester, taxas de exposição à radiação caíram pela metade

Além de ser fácil de usar, configurar, instalar e implementar, a tecnologia por trás do sistema Raysafe i3 tem tido seus benefícios comprovados por meio de estudos científicos desenvolvidos em importantes centros de pesquisa médica do mundo.

Um exemplo de mudanças positivas geradas pelo uso da tecnologia de dosimetria em tempo real ocorreu no Centro Médico da Universidade de Rochester (URMC, na sigla em inglês), que, em um ano, conseguiu reduzir pela metade a exposição de sua equipe médica à radiação.

O médico e pesquisador Frederic J. Mis, responsável pela Diretoria de Proteção Radiológica e Garantia de Qualidade de Radiologia na URMC, conta que, antes de adotarem a inovação, sua equipe tinha dificuldade para gerenciar a dose de radiação em suas salas onde havia alta exposição, como os de cardiologia e radiologia intervencionista. “Sabíamos que precisávamos promover o programa de segurança de radiação para reduzir a dose de radiação e melhorar a segurança da equipe”, explica.

Para resolver o problema, a implementação da tecnologia de dosimetria em tempo real foi imediatamente aprovada pela administração central e instalada, a princípio, em duas salas de alta dose, também como o oferecimento de treinamento adicional em proteção radiológica, visando melhorar a cultura da organização sobre o tema.

“A dosimetria em tempo real forneceu ao nosso pessoal a capacidade de ‘ver’ sua dose de radiação durante o trabalho com os pacientes”, conta o Dr. Mis. “Como resultado, a exposição à radiação diminuiu rapidamente, mesmo durante o período de treinamento”. Diante dos resultados, o sistema foi rapidamente ampliado e instalado também em outras duas salas da instituição.

“Em nosso primeiro ano completo de implementação deste novo programa, notamos uma redução de 50% na dose de pessoal”, conclui o Dr. Mis. “O monitoramento da dose em tempo real tornou-se parte da cultura da URMC e agora é obrigatório, além de ser bem aceito e apreciado pela equipe.”

Outro estudo recente, conduzido pelos médicos e pesquisadores Peter Drescher, Davina Winandy e Tracey Marshall, no Aurora West Allis Medical Center, também mostrou uma redução significativa nas doses de radiação incidentes sobre membros de equipe médica durante procedimentos de vertebroplastia, como resultado direto do uso da tecnologia de dosimetria em tempo real.

Neste estudo, foi medida a exposição à radiação para o médico assistente, tecnólogo, técnico em circulação e anestesista. Com isso, novos processos e procedimentos foram implementados para aumentar a conscientização sobre a radiação e o uso rigoroso de dispositivos de proteção, resultando em uma revisão completa dos procedimentos de trabalho na instituição.“

Sapra Landauer promove palestra de pesquisadora do CNEN no II Encontro de Proteção Radiológica

Programação do evento, que será realizado no dia 29 de agosto, em São Paulo, inclui palestra da Dra. Lucía Canevaro  

Os desafios a serem superados na radiologia intervencionista e propostas práticas de otimização da proteção radiológica serão os principais enfoques da palestra da Dra. Lucía Canevaro, pesquisadora no Instituto de Radioproteção e Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), no II Encontro de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista, realizado Sapra Landauer, na tarde do próximo dia 29 de agosto, em São Paulo. Dra. Lucía Canevaro será a segunda palestrante do encontro, logo após a física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Yvone Maria Mascarenhas. 

A física médica é pesquisadora sênior da Divisão de Física Médica do IRD/CNEN. Desenvolve trabalhos na área de radiodiagnóstico, na implementação de programas de controle de qualidade, dosimetria de pacientes e profissionais em procedimentos dinâmicos diagnósticos e terapêuticos em cardiologia intervencionista, neurorradiologia e radiologia vascular, por exemplo. “Nosso foco é sempre a otimização da prática do uso de raios X na medicina. Também estudamos sistemas com raios X odontológicos que utilizam equipamentos panorâmicos e de Tomografia por Feixe Cônico, o cone beam. Dentro do IRD temos laboratórios onde realizamos testes, calibrações, desenvolvimento de protocolos e outras tarefas. Grande parte das atividades, as realizamos em hospitais com os que temos parcerias e onde levamos adiante medições, implementação de protocolos, tarefas de conscientização dos profissionais e seminários”, relata ela, acrescentando que também, no IRD, realiza atividades de docência em nível de graduação e pós-graduação, além de cursos especializados de curta duração.

Dra. Lucía Canevaro também colabora, há quase 20 anos, com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), como perito na área de radiodiagnóstico. Sua participação consiste em dar apoio a instituições governamentais de alguns países que solicitam à IAEA suporte para implantar políticas de proteção radiológica nos seus sistemas de saúde, assim como implementar técnicas e projetos de dosimetria, controle de qualidade em serviços de atenção à saúde. “Minha colaboração com a IAEA é eventual, quando há solicitação de algum país. Tenho participado também em comitês da IAEA e coordenado projetos e atividades dentro do Brasil, com os mesmos objetivos de otimização da prática. Essas atividades nos favorecem para a vinda de peritos que nos ajudam a aprimorar nosso trabalho, assim como a possibilidade de treinamento de pesquisadores brasileiros no exterior e a obtenção de recursos para insumos necessários para a realização de pesquisas no Brasil”, enfatiza Dra. Lucía.

Sobre sua palestra do dia 29 de agosto, no Encontro da Sapra, ela adianta algumas colocações:  “Quando nós, físicos médicos, entramos no ambiente dos profissionais médicos que usam radiação, percebemos que existe insuficiente conhecimento do próprio equipamento de raios X, uma das principais ferramentas para levar a cabo o procedimento intervencionista. Também existe pouca consciência sobre os efeitos e sobre como se proteger contra a radiação. Acreditamos que estas deficiências são consequência da falta de uma sólida cultura de proteção radiológica. Consolidar essa cultura é um trabalho longo e de persistência. Os físicos médicos estamos trabalhando para isso acontecer”, ressalta.

Na sua opinião, este tipo de iniciativa da Sapra é muito importante, porque uma forma de agir sobre esse problema é justamente compartilhar com os responsáveis pela proteção radiológica das instituições médicas e com aqueles envolvidos na prática (médicos, técnicos, etc), a experiência que tem sobre as principais dificuldades encontradas para estabelecer estratégias de proteção radiológica no laboratório de hemodinâmica.

Para ela, o maior desafio é: como convencer os profissionais que trabalham com radiação a adotar práticas de proteção? Como eles poderiam realizar seu trabalho com segurança e sem riscos para eles e seus pacientes?

“As soluções, geralmente são simples, muitas vezes baratas, mas precisamos que “comprem a ideia”. Precisamos dialogar com eles com argumentos concretos”, defende.

Em geral, ainda de acordo com a dra. Lucía, as propostas de proteção e os mecanismos de otimização das condições da exposição de profissionais e pacientes consistem mais em atitudes do que em recursos materiais. Uso de vestimentas de proteção individual, adequado manuseio dos equipamentos de raios X (colimação, distâncias, controle do tempo de exposição) e treinamento são algumas práticas muito eficientes. “Atualmente a implementação de métodos para o gerenciamento das doses é primordial em um serviço de radiodiagnóstico que proporciona altas doses, como é o caso da radiologia intervencionista”, conclui.

O II Encontro de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista será no Hotel Estanplaza Paulista, das 14h às 17h30, e participantes receberão certificado de participação. O objetivo da Sapra Landauer é reunir dezenas de profissionais da área interessados em atualizar conhecimentos e ter acesso a informações técnicas qualificadas sobre métodos e processos relacionados ao tema. 

 SERVIÇO

II Encontro de Proteção Radiológica em Radiologia Intervencionista
Quando: 29 de agosto de 2018
Local: Hotel Estanplaza Paulista, em São Paulo. Al. Jaú, 497 – CEP: 01420-002 – Cerqueira César. São Paulo – SP
Horário: das 14 às 17:30 horas

Inscrições: clique aqui

SPR realiza 49ª Jornada Paulista de Radiologia em maio

A programação por Curso inclui o tema Física em Radiodiagnóstico e pode ser consultada na internet; pré-inscrições on line seguem até 18 de abril

Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR) realiza, de 2 a 5 de maio, a 49ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR), no Hotel Transamerica Expo Center. O tema deste ano será “Celebrando as Relações Internacionais”.

Cerca de 17 mil pessoas, entre congressistas, conferencistas, coordenadores, expositores, visitantes e outros, participam anualmente da Jornada, considerada o principal evento de Diagnóstico por Imagem da América Latina e o quarto maior do mundo. A JPR também se destaca pelo alto nível de seu programa científico, reunindo conferencistas nacionais e internacionais de renome, que discutem as mais recentes descobertas científicas.

A programação por Curso inclui o tema Física em Radiodiagnóstico e pode ser consultada na internet https://www.jpr2019.org.br/programacao/programacao-cientifica/fisica-em-radiodiagnostico/#-1

Entre os destaques da programação estão também os cursos de Medicina Nuclear para as Tecnologias Híbridas e o Impacto da Inteligência Artificial no Diagnóstico por Imagem, no dia 3/05. No sábado, dia 4/05, no período da manhã, o tema será Ressonância Magnética e a questão de utilização de sequências de pulso. À tarde, será abordada a reconstrução de imagens e redução de dose em Tomografia Computadorizada. No domingo, dia 5/05, serão tratado temas de redução de doses em hemodinâmica e mamografia. No caso desta programação diversificada sobre Biofísica há poucas vagas disponíveis, pois a organização concedeu desconto para a participação.

O prazo final para todos os participantes realizarem a pré-inscrição é 18 de abril, no endereço eletrônico https://www.jpr2019.org.br/inscricoes/

Após essa data, serão aceitas apenas inscrições no local do evento.

Ao apresentar como tema da JPR 2019 “Celebrando as Relações Internacionais”, a Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR) reafirma a importância da colaboração mútua entre os parceiros internacionais na busca de aprendizado, de desenvolvimento e de excelência.

Este ano, será realizada simultaneamente à JPR 2019 a 1ª Jornada da Radiologia Intervencionista. Essa é uma das novidades desta 49ª edição que propõem acesso à tecnologia, interação e muito aprendizado de forma dinâmica e interativa.

As informações completas sobre a 49ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR), estão no site www.spr.org.br

A adoção da grandeza Hp(10) na avaliação da dose individual externa

É com enorme satisfação que comunicamos a alteração da grandeza dosimétrica utilizada no Brasil para avaliação da dose individual externa.


A partir de janeiro de 2019, serão utilizadas as unidades do Sistema Internacional (SI). A nova grandeza é chamada de Equivalente de Dose Individual Hp(d) e equivale a dose em tecido mole a uma profundidade d. A unidade utilizada continua sendo o Siviert.

Para assegurar a qualidade da dosimetria e segurança do pessoal ocupacionalmente exposto à radiação ionizante no Brasil, o CASEC/IRD/CNEN realizou um novo processo de avaliação dos Serviços de Monitoração Individual Externa (SMIE) que atuam no Brasil para avaliar os resultados da dosimetria nessa nova grandeza.

E é com enorme orgulho que comunicamos que a Sapra Landauer teve seus sistemas dosimétricos com tecnologia OSL(1) e TL(2) aprovados nesse processo com 100% dos resultados dentro dos limites de aceitação das Curvas trombeta.

(1) Ofício n 13/2018/CASEC/IRD/DRS/CNEN/MCTIC
(2) Ofício n 12/2018/CASEC/IRD/DRS/CNEN/MCTIC

Saiba mais sobre a alteração da grandeza de Hx para Hp(10)

Quando?

A nova grandeza passa a ser utilizada para todas as doses avaliadas nos monitores com período de uso a partir de janeiro de 2019.

Limites de dose serão alterados?

Não. Os limites continuam sendo os mesmos, a dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano.

Como fica o relatório dose anual?

Os relatórios de dose até dezembro de 2018 continuam a ser avaliados na atual grandeza Hx, assim como a somatório de doses de 2018.

Limite inferior de detecção será alterado?

Sim. A partir de janeiro 2019, o novo limite de detecção passa a ser de 0,1mSv, em nossos relatórios. Doses abaixo de 0,1mSv serão reportadas com a legenda ANR e a dose de 0,1mSv terá um valor numérico nos relatórios .

Toda essa alteração está regulamentada?

Sim, a comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) publicou a RESOLUÇÃO Nº 229, DE 3 DE MAIO DE 2018 no DOU, de 07/05/2018 (nº 86, Seção 1, pág. 17).

Onde posso conseguir mais informações?

No site da Sapra Landauer (www.sapralandauer.com.br) disponibilizamos todas as informações, incluindo palestra sobre a mudança da grandeza dosimétrica já apresentada em diversos fóruns, bem como a Resolução no 229. (Faça o download da palestra aqui)

Sapra Landauer participa do 2º Encontro Multiprofissional de Radioterapia em SP

Atualizar e capacitar profissionais da radioterapia de todas as áreas em alta tecnologia, mostrando as vantagens e os benefícios para o tratamento dos pacientes com radioterapia, além de promover a integração das equipes através do compartilhamento do conhecimento técnico e divulgação de boas práticas e visão geral dos lançamentos de equipamentos utilizados nos tratamentos para o pacientes. Esses são os objetivos do 2º Encontro Multiprofissional de Radioterapia, que será realizado pelo Departamento de Radioterapia do Centro de Oncologia e Hematologia Família Dayan- Daycoval do Hospital Israelita Albert Einstein e Centro de Educação em Saúde Abram Szajman do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo, nos próximos dias 1 e 2 de dezembro.

Profissionais da rádio-oncologia, técnicos e tecnólogos da radio-oncologia, médicos, oncologistas, físicos, radioterapeutas, dosimetristas, biomédicos e enfermeiros são o público-alvo.

O evento conta com o apoio da Sapra Landauer, que está patrocinando a vinda da física médica Sandra Fontenla, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center de Nova Yorque (USA), uma das palestrantes. Ela falará sobre dosimetria in Vivo utilizando OSL, com o Sistema OSL Micrsotar ii.

De acordo com o físico médico da radioterapia do Einstein, Dr. Roberto Kenji Sakuraba, um dos organizadores, cerca de 200 pessoas estão sendo esperadas no evento multiprofissional, que, além das palestras, terá ainda visita ao serviço de radioterapia do hospital.

“Vamos realizar o evento em formato mesa-redonda, promovendo a interação dos participantes e palestrantes com perguntas e respostas, com enfoque nas particularidades da radioterapia”, explica Dr. Sakuraba, enfatizando que se trata do principal evento brasileiro para atualização das modernas técnicas de radioterapia no Brasil.

O 2º Encontro Multiprofissional de Radioterapia contará com duas palestras internacionais. A primeira, que será ministrada pela física médica Sandra Fontenla, apresentará o panorama atual da radioterapia nos EUA, um dos mais modernos no mundo, onde ela atua. A especialista vai focar a dosimetria in Vivo utilizando OSL, com o Sistema OSL Micrsotar ii.

Dr. Sakuraba salienta que o equipamento é utilizado há cerca de um ano no Hospital Albert Einstein, com comprovada eficiência. Ainda segundo ele, a instituição está iniciando o programa para avaliação postal de aceleradores lineares e avaliação de doses em pacientes em tratamento de radioterapia, utilizando o Sistema OSL Micrsotar ii.

Além da Dra. Sandra, o encontro contará com a palestra do argentino Ricardo Ruggeri, físico médico que abordará na sua apresentação a evolução dos aceleradores lineares.

Para encerrar a programação, serão realizadas visitas no serviço de radioterapia do Albert Einstein, incluindo simulação de um procedimento de radioterapia estereotáxica.

As inscrições para o 2º Encontro Multiprofissional de Radioterapia do Hospital Albert Einstein estão abertas e podem ser feitas pela internet, no https://www.einstein.br/ensino/evento/encontro_multiprofissional_de_radioterapia

No mesmo endereço estão as informações detalhadas sobre o evento.

O Hospital Sírio Libanês realiza o XVIII Curso de Radioterapia de Última Geração e Controle de Qualidade

Datas

29 E 30 DE NOVEMBRO DE 2018

Objetivo

Proporcionar aos participantes informações sobre novas tecnologias, com foco em Surface Guided Radiation Therapy- SGRT, espaço para troca de experiência sobre as inovações na radioterapia e atualização sobre as recomendações para controle de qualidade nos serviços de radioterapia.

Principais temas:

SGRT: Surface Guided Radiation Therapy: Novas ferramentas do Hospital Sírio-Libanês em monitoramento Intrafração

– Tecnologia e Aplicações Clinicas de SGRT.
– Diferentes métodos de imagens intrafração.
– “Constraints” da radioterapia Hipofracionada.

Ilustração prática de:

– Utilização de SGRT : Surface Guided Radiation Therapy.
– Colocação de fiduciais (beacons – sistema Calypso) em câncer de próstata.
– Imobilização, simulação e tratamento em casos de alta complexidade.

Veja a programação completa.

 

GRAACC investe em proteção radiológica nos tratamentos do câncer infantil

A supervisora de radioproteção do hospital do GRAACC, Fernanda Beletti, descreve procedimentos para controle da radiação emitida em exames de imagem e radioterapia

A física de radioterapia Fernanda Belletti, supervisora de radioproteção no Hospital do GRAACC, acompanhou as palestras dos físicos Yvone Maria Mascarenhas e Renato Dimenstein, no Encontro Técnico de Proteção Radiológica nas Áreas Médica e Industrial, promovido pela Sapra Landauer, no dia 15 de março, em São Paulo.

O GRAACC é uma instituição social sem fins lucrativos que desde 1998 possui um hospital em parceria técnica-científica com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e recebe crianças e adolescentes de 0 a 18 anos para tratamento de câncer, provenientes de todas as regiões do Brasil.

Além de diagnosticar e tratar o câncer infantil, atua no desenvolvimento do ensino e pesquisa. Hoje o Hospital do GRAACC é referência no tratamento da doença, principalmente os casos de maior complexidade e alcançando altos índices de cura. Por ano, mais de 3.500 pacientes são atendidos.

E, de acordo com Fernanda Belletti, no setor da radioterapia, onde ela atua, a proteção radiológica está entre as prioridades, até porque os malefícios da exposição de crianças à radiação são maiores em comparação à de adultos devido a maior expectativa de vida.

“Para poder dar início à radioterapia, que é um tratamento para câncer localizado, feito com radiação, o paciente passa por um exame de imagem de tomografia, para que seja feito um planejamento. O médico radioterapeuta é quem vai definir exatamente quais regiões ele precisa observar para que não sejam feitas imagens desnecessárias e também não seja preciso repetir o exame, que também é um problema que deve ser evitado, principalmente no caso das crianças. Através dessas imagens é traçada a limitação exata da área para o tratamento de radioterapia. Porque, assim como a radiação do sol pode causar câncer, a radiação do tratamento contra o câncer também, da mesma forma a radiação dos exames de imagens, como a tomografia ou a cintilografia”, detalha a física de radioterapia. Segundo ela, nesses casos o câncer é chamado de radioinduzido. E contextualiza: “A pessoa passa por radioterapia e depois de 10 anos é diagnóstica com outro tumor, suspeita-se, então, que pode ter sido induzido pela primeira radiação que ela tomou. No caso de uma criança, temos uma expectativa de vida maior e portanto mais tempo para que um tumor radioinduzido se manifeste. Se uma pessoa de mais de 80 anos passa por um tratamento com radiação, ela provavelmente não terá tempo de vida para desenvolver um câncer radioinduzido, ao contrário da criança”.

Fernanda Beletti salienta, no entanto, que independentemente da idade, o objetivo é expor o mínimo necessário o paciente, o acompanhante e o profissional da saúde à radiação.

Segundo ela, existe uma equipe de Psicologia no GRAACC que atua junto à criança para convencê-la a ficar sozinha na sala durante a radioterapia. “Temos alguns agravantes e trabalhamos para evitá-los. Para radioterapia, a criança precisa ficar sozinha na sala, sem acompanhante e, às vezes, até por serem muito pequenas, algumas não ficam. Nesses casos, elas precisam receber anestesia. O trabalho dos psicólogos é para evitar ao máximo esse tipo de procedimento e eles se saem muito bem, principalmente com crianças a partir de 5 anos”, considera Fernanda.

Parceria com a Sapra – O GRAACC é parceiro da Sapra Landauer desde a criação do setor de radioterapia do hospital, há mais de 4 anos, e, segundo a física de radioterapia, a empresa dá todo o suporte e segurança para a instituição oferecer proteção radiológica aos envolvidos nos procedimentos que emitem radiação. Nesse sentido, são os supervisores de radioproteção os responsáveis por garantir a segurança de pacientes, pais ou acompanhantes, enfermeiros e tecnólogos de radioterapia, que são os profissionais que aplicam o tratamento.

Ela destaca os dosímetros mais modernos da Sapra que realizam a leitura dos dados por meio da tecnologia OSL e que foram adotados recentemente pelo GRAACC. Na sua opinião, uma das principais vantagens dessa nova tecnologia é a possibilidade de refazer a leitura do dosímetro, o que não existia no equipamento usado anteriormente pelo hospital, com o sistema TL.

“É um equipamento que dá mais tranquilidade para se trabalhar, porque se for captado alguma alteração de dose, é possível fazer a releitura e a investigação das causas”, justifica.

No encontro técnico, Fernanda Beletti acompanhou a palestra do físico Renato Dimenstein, na qual ele apresentou algumas demonstrações sobre como é possível implementar a redução de doses de radiação sem aumentar muito o ruído ou reduzir a qualidade de imagens diagnósticas em exames de Raio X, tomografia, medicina nuclear e mamografia. Antes, a representante do GRAACC assistiu à palestra da física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Yvone Maria Mascarenhas, sobre a mudança de grandeza utilizada atualmente pelos serviços de dosimetria individual externa no Brasil, que passará da grandeza Hx para a chamada dose equivalente a uma profundidade, ou Hp(10).

Sapra Landauer é aprovada em teste oficial de intercomparação na Argentina

A Sapra Landauer recebeu, em dezembro de 2017, os resultados — integralmente positivos — de um exame oficial de intercomparação de laboratórios de dosimetria pessoal para fótons realizado na Argentina.

A avaliação foi coordenada pelo Laboratório de Dosimetria Termoluminescente do Laboratório de Dosimetria Física da Autoridade Regulatória Nuclear (ARN) da Argentina, órgão nacional que é equivalente ao Comitê de Avaliação de Serviços de Ensaio e Calibração (CASEC) do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) no Brasil.

Os dosímetros testados e aprovados pela ARN da Argentina são do modelo InLight Sapra e empregam a tecnologia OSLD, baseada em luminescência oticamente estimulada, operada com exclusividade pela Sapra Landauer no Brasil (leia mais no Blog da Sapra).

Esses dispositivos são utilizados em serviços de dosimetria individual externa para pessoal ocupacionalmente exposto a radiações ionizantes dos tipos raios-x, gama e beta, permitindo a monitoração de corpo inteiro. Nesse dispositivo, são utilizados quatro sensores OSL, sendo todos de óxido de alumínio crescido em atmosfera de carbono (Al2O3 – C). Esse serviço é certificado, no Brasil, pela CNEN, para raios-x e gama.

De acordo com o relatório elaborado pelo órgão, assinado pelo diretor técnico do Laboratório de Dosimetria Física, Sebastián Gossio, a Sapra Landauer teve 100% de suas medidas registradas dentro da curva trombeta, que é a curva de aceitação das medidas, conforme definido pela norma técnica IRAM-ISP 14146:2002.

Segundo o físico Paulo Mascarenhas, diretor da Sapra Landauer , o resultado reforça o reconhecimento da qualidade dos serviços prestados pela Sapra Landauer e significa, na prática, que a empresa é considerada, pelas autoridades argentinas, um laboratório aprovado para prestar serviços de dosimetria pessoal naquele país.

Entenda como funciona a avaliação

Em uma intercomparação é feito um teste a cegas (blind test), no qual cada laboratório participante envia uma quantidade de monitores para a autoridade que está conduzindo o teste de intercomparação laboratorial. 

Esses monitores são irradiados em um laboratório de calibração certificado com doses não conhecidas pelo laboratório. Depois de irradiados, os dosímetros são enviados para o laboratório participante da avaliação, no qual são lidas as doses de cada um, os resultados são calculadas e reportados em um relatório que é enviado para a autoridade que está conduzindo a intercomparação.

As doses reportadas são então comparadas com as doses de exposição realizadas no laboratório de calibração. No caso deste exame de intercomparação realizado pelas autoridades argentinas, a Sapra Landauer acertou a dose de todos os monitores utilizados no teste, ou seja, 100% de resultado positivo.

Websérie da Sapra traz informação com especialistas em proteção radiológica

A Sapra Landauer lança uma websérie original com informações técnicas atualizadas sobre proteção radiológica, com a participação de especialistas da área. A série tem o objetivo de difundir informação útil e precisa a profissionais de radiologia, de forma sucinta e acessível.

Nesta primeira temporada, serão divulgados seis video-entrevistas de curta duração, por meio de uma newsletter de email e também no website da Sapra. Participam das entrevistas profissionais de destaque ligados a órgãos como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Entre os temas abordados estão a otimização de doses para radiodiagnóstico, métodos de dosimetria pessoal, gerência de doses para monitoração de profissionais expostos a radiação, dosimetria de campos pequenos de radioterapia, efeitos biológicos em radiologia intervencionista e técnicas de dosimetria termoluminescente aplicadas em estudos do patrimônio cultural.

“Os vídeos trazem uma oportunidade para qualquer pessoa, seja pesquisador, empresário, técnico ou estudante, aprender e refletir sobre proteção radiológica e os variados assuntos que envolvem o tema”, afirma o físico Paulo Mascarenhas, diretor da Sapra Landauer e idealizador do projeto.

As entrevistas da série foram produzidas pela Sapra durante a International Joint Conference, a RADIO 2017, organizada pela SBPR e realizada entre os dias 25 e 29 de setembro de 2017 em Goiânia. O local foi escolhido em função dos 30 anos do acidente com o Césio-137, a maior tragédia radioativa do mundo. O evento abrigou três congressos científicos e a programação incluiu palestras, mesas redondas, apresentações de trabalhos e cursos de atualização, com a participação de profissionais do Brasil e do exterior.

Confira, a seguir, o tema e o entrevistado dos episódios da websérie “Proteção Radiológica: Dicas, Entrevistas, Histórias e Curiosidades”. Após sua veiculação na newsletter da Sapra, os vídeos serão disponibilizados também no site da empresa: www.sapralandauer.com.br.

Veja quem são os especialistas entrevistados:

Dra. Cláudia Maurício
Tecnologista Sênior da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). É responsável técnica do Laboratório de Dosimetria Termoluminescente da Divisão de Dosimetria do Instituto de Radioproteção e Dosimetria. Gerencia o Sistema Brasileiro de gerenciamento de doses ocupacionais externas (GDOSE).

Dr. Francisco Cesar Augusto da Silva
Pesquisador titular, sub-coordenador e professor permanente do curso de pós-graduação do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). É coordenador do Comitê de Avaliação de Serviços de Ensaio e Calibração (CASEC/IRD).

Dra. Helen J. Khoury
Professora titular do Departamento de Energia Nuclear da Universidade de Pernambuco. Coordena atualmente o Laboratório de Metrologia das Radiações Ionizantes do DEN/UFPE. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica (SBPR) nos períodos de 1999 a 2001 e de 2004 a 2006. Atualmente é presidente da Sociedade Brasileira de Dosimetria de Estado Sólido e vice-presidente da International Society of Solid State Dosimetry (ISSDO)

Dra. Lucía Canevaro
Pesquisadora no Instituto de Radioproteção e Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Tem experiência na área de física médica com ênfase nas aplicações das técnicas fluoroscópicas em radiologia diagnóstica e intervencionista. Colabora como perita e participa em projetos com a Agência Internacional de Energia Atômica em temas relacionados à física médica.

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