O treinamento constante em proteção radiológica integra as diretrizes das resoluções e normas de proteção radiológica. A atualização desses conhecimentos não é só trabalhar para a formação de uma cultura de proteção radiológica com reflexo na criação de ambientes de trabalho mais seguros, mas é uma exigência legal.
Com mudanças constantes nas legislações, a Sapra Landauer acompanha essas alterações e mantém seu curso de Noções Básicas de Proteção Radiológica (NBPR) atualizado. O treinamento em Noções Básicas de Proteção Radiológica é oferecido para profissionais com atuação ocupacional na área de radiação, trabalhando geralmente em hospitais, clínicas, indústrias ou instituições de ensino em saúde.
O NBPR
O curso de Noções Básicas de Proteção Radiológica (NBPR) da Sapra Landauer aborda conceitos básicos em proteção radiológica e atualiza conhecimentos de profissionais que atuam na área de radiodiagnóstico. A mais recente atualização foi o desenvolvimento de um módulo extra sobre a RDC nº 611/2022 que revogou a RDC nº 330/2019 e a RDC nº 440/2020.
Realizado de forma online e com certificado, em um ambiente exclusivo de aprendizagem na internet, o objetivo do curso é fornecer informações sobre proteção radiológica de maneira acessível, para permitir que sejam utilizadas na rotina de trabalho, facilitando a tomada de decisões dos usuários.
O material que compõe o treinamento aborda conceitos, aplicações, tecnologias, métodos, normas técnicas, uso de EPIs e procedimentos de proteção radiológica. Dessa forma, o curso atende às recomendações da Anvisa e resoluções de órgãos estaduais no país.
A duração varia de 2 a 4 horas, conforme os conhecimentos prévios do aluno e sua familiaridade com recursos de e-learning.
Após a conclusão do curso, é gerado um certificado conforme os resultados da avaliação. O programa inclui avaliações formativas e somativas.
Clique aqui e saiba mais sobre o NBPR, ou entre em contatocom a Sapra, por meio do SAC (Gratuito) 0800 055-3567, pelo contato, ou e-mail.
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2023/02/The-Black-Blondes.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2023-02-22 18:04:152023-02-28 19:04:30Curso NBPR Sapra tem módulo atualizado com a RDC 611
O Gerenciador de Proteção Radiológica (GPR) é um sistema concebido sob medida pela Sapra Landauer para otimizar o trabalho de profissionais responsáveis pela área de proteção radiológica de nossos clientes.
O GPR
O sistema do GPR é acessado de forma online e é disponibilizado gratuitamente para todos os clientes.
Por meio do sistema é possível consultar relatórios de doses individuais, mensais e anuais, verificar as doses dos usuários, consultar o envio e recebimento dos monitores, identificar os monitores não devolvidos, efetuar inclusões, exclusões e transferências de usuários, entre instituições afiliadas, consultas de cadastro de usuários e instituições, conforme os padrões da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).
Atualmente, os módulos mais usadas pelos clientes são:
1 – GPR (página principal)
2 – Relatório Mensal de Doses
3 – Histórico de Dose Individual
4 – Doses anuais
5 – Envio e recebimento dos monitores
6 – Controle de recebimento e devolução dos monitores
7 – Gerenciamento de usuários
8 – Dose acumulada
9 – Relatório de usuários com Doses
Que tal conhecer as funcionalidades e os usos do sistema de gerenciamento de proteção radiológica oferecido pela Sapra Landauer?
Solicitação de acesso ao GPR
O Gerenciador de Proteção Radiológica (GPR) é um sistema online que permite o gerenciamento e a consulta de dados com opções de consultas imediatas e com atualizações diárias.
Você sabe como solicitar a chave de acesso ao Gerenciador de Proteção Radiológica? Confira o passo a passo abaixo para obter sua chave de acesso:
Acesse osistemado Gerenciador de Proteção Radiológica Online (GPR);
Preencha todos os campos solicitados no formulário e clique em salvar.
Atenção
O acesso ao GPR Online é disponibilizado apenas para o titular ou responsável legal, responsável por proteção radiológica e por envio e recebimentos dos monitores, identificados na contratação do serviço junto à Sapra Landauer.
Caso o solicitante da chave de acesso não seja o indicado no contrato de prestação do serviço, é necessário que após o preenchimento do formulário de solicitação, o responsável legal ou pela proteção radiológica assine e envie o termo referente ao tipo de acesso — que está disponível no formulário de solicitação – para o e-mail gpr@sapra.com.br.
A diferença entre os perfis de acesso ao GPR
O responsável legal ou responsável pela proteção radiológica possui acesso a todas as funções do sistema, tais como, consultar relatórios de coleta de dose, históricos de dose individual, relatórios de doses acumuladas, relatórios de doses anuais, usuários com doses, envio e recebimento de monitores, exportar dados de doses, funcionalidade de controle interno de recebimento e devolução dos monitores, monitores não devolvidos, gerenciador de usuários para efetuar inclusões e exclusões ou reativações e transferências.
Já o responsável pelo envio e recebimento dos monitores tem um acesso mais restrito, que engloba consulta de envio e recebimento de monitores, monitores não devolvidos, gerenciador de usuários para realizar inclusões e exclusões ou reativações e transferências.
Acessando o sistema GPR
Caso já possua sua chave de acesso, basta seguir o passo a passo abaixo para acessar o sistema GPR:
Acesse o sistema do Gerenciador de Proteção Radiológica Online (GPR);
Informe o seu login e a senha (definidos no formulário de solicitação de acesso ao GPR);
Clique em “Não sou um robô” e em seguida clique em entrar.
Saiba mais sobre o acesso ao sistema no vídeo abaixo:
Este vídeo é integrante do Treinamento sobre uso do GPR, disponível por meio do Sapra Treinamentos, o ambiente virtual de aprendizagem e treinamento da Sapra Landauer e da Central de ajuda do GPR. Para saber mais sobre o GPR, fale conosco pelo telefone – 08000-55-3567 ou pelo e-mail gpr@sapra.com.br.
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2022/12/The-Black-Blondes-2.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2022-12-12 12:34:102022-12-13 13:35:00Gerenciador de Proteção Radiológica (GPR)
A dosimetria é adotada na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre há 30 anos, contudo, a equipe de proteção radiológica estava em busca de melhorias técnicas e se surpreendeu com os benefícios quando passou a utilizar a tecnologia OSL (Luminescência Opticamente Estimulada), fornecida pela Sapra Landauer.
Com 218 anos de história e uma trajetória de pioneirismo e credibilidade, a Santa Casa de Porto Alegre possui um olhar constante para o futuro, promovendo iniciativas de inovação, atuação tecnológica e geração de conhecimento. Atualmente, conta com 1.200 profissionais que utilizam o dosímetro, o que requer atenção redobrada e cautela nos processos que envolvem a dosimetria individual.
“A tecnologia OSL é mais sensível, isso é constatado em literatura, e vários colegas do setor já haviam demonstrado interesse em mudar nosso sistema de dosimetria”, explica Laura Derengoski Morás, física médica do setor de Segurança do Trabalho. “Mensalmente fazemos uma aferição para verificar se a leitura está compatível com a rotina dos trabalhadores, e sabíamos que esses monitores seriam mais precisos.”
Laura é responsável por organizar e distribuir 1.000 dentre os 1.200 monitores utilizados na Santa Casa de Porto Alegre. E desde outubro de 2021, quando passou a utilizar os dosímetros OSL, a física médica diz ter sentido na prática a melhoria. “Desde o início nos surpreendemos, porque a Sapra Landauer tem um diferencial na entrega, na organização dos envelopes, nas remessas, na documentação dos processos e das atividades, sem contar os benefícios da tecnologia em si”, comenta.
Tecnologia OSL
A tecnologia OSL é uma evolução em dosimetria, que evidencia os benefícios na rotina em diversos aspectos: possibilita a realização da releitura do dosímetro OSL, o que oferece grande segurança na avaliação das doses reportadas; amplia os limites de medida, desde o valor mínimo de detecção de dose até o limite superior máximo de linearidade do detector; e oferece mais segurança na prestação do serviço com o sistema InLight, que permite realizar a leitura dos dosímetros sem perda de acuracidade devido ao processo de intercomparação entre os leitores.
Todos esses detalhes são fundamentais para um hospital, onde a rotina muitas vezes intensa dos profissionais da saúde, que lidam com vidas, faz com que se esqueçam de retirar os monitores, que acabam sendo encontrados na lavanderia, junto com os jalecos. Esse é um cenário comum em muitos hospitais, e na Santa Casa de Porto Alegre não é diferente.
“Já houve vezes em que o monitor foi processado na máquina de lavar roupa junto com os jalecos, especialmente quando o profissional sai de um momento tenso no centro cirúrgico. Mas além da identificação externa, o dosímetro da Sapra tem identificação interna, então, quando essa lavagem não danifica o monitor, é possível a análise e avaliação de dose, o que nos permite identificar o colaborador e o período. Essa rastreabilidade facilita muito nosso dia a dia”, relata.
Responsável pela gestão do contrato, Laura diz que se sente satisfeita com esta parceria. “Nós percebemos que a Sapra segue a Legislação à risca e tem todo um cuidado na consultoria técnica, o que nos deixa muito seguros, porque esse é um dado sensível, já que cada dose é associada aos dados pessoais do indivíduo. E o custo-benefício do serviço é ótimo”, destaca.
Desafios e soluções
Formada pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, ligada à Santa Casa de Misericórdia, Laura afirma que um dos maiores desafios do setor é a conscientização, já que o uso dos monitores não é uma questão intuitiva.
“Uma das minhas funções é a capacitação continuada que, por lei, deve ocorrer anualmente. Mas essa é uma luta diária e frequentemente vou aos setores para lembrar a relevância dos dosímetros, explicar o fluxo e o seu funcionamento, aliás, sempre levo comigo o modelo pedagógico para mostrar como é feita a verificação. E estou sempre ressaltando a importância de não deixar nenhuma lacuna no histórico do profissional”, afirma.
Segundo ela, a área de radiação ainda gera dúvidas e também há muitos mitos que a envolvem. Por isso, a informação constante é tão fundamental quanto a exposição controlada, daí a importância do monitoramento correto.
“Essa nova parceria facilitou bastante a gestão dos dosímetros. Além das melhorias técnicas, notamos diferença na entrega, na troca, nos relatórios de dose, que são mais explicativos, mais técnicos e mais eficazes para o nosso próprio registro como supervisores de proteção radiológica. Tem sido bom também para apresentar dados em auditorias ou em outras especificações externas, é um material mais robusto. Especialmente para mim, que cuido de muitos dosímetros, facilitou demais a organização. Por exemplo, qualquer erro de cadastro é identificado pela empresa, que imediatamente nos apresenta, aumentando ainda mais nossa confiança”, diz Laura.
Para ela, poder contar com o GPR – Gerenciador de Proteção Radiológica, plataforma disponibilizada pela Sapra, é outro benefício intrínseco ao processo. “Eu uso o GPR todos os dias, seja para consultar ou para incluir alguma informação. É bem intuitivo. E na plataforma ainda podemos nos atualizar constantemente, tenho achado muito bom”, observa.
Adaptações
Laura também ressaltou benefícios que não estão na literatura, mas que foram sentidos na prática imediatamente após a nova parceria. “Toda a logística está muito rápida, inclusive o envio de novos monitores de urgência, fiquei surpresa. O relatório de doses também é ágil e a consultoria que recebemos foi diferencial. Precisamos fazer algumas adaptações à nossa realidade, e fomos atendidos com êxito, estamos muito satisfeitos”, finaliza.
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2022/08/The-Black-Blondes-1.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2022-08-15 12:35:522022-08-15 12:35:52Busca por melhoria técnica levou Santa Casa de Porto Alegre a adotar dosimetria OSL
Uso correto de equipamento de proteção garante a segurança do profissional
O uso correto do dosímetro ou monitor individual é essencial para garantir a proteção radiológica adequada aos profissionais expostos à radiação e cumprir a legislação sanitária e também trabalhista.
Um quiz realizado pela Sapra apontou que alguns profissionais ainda tem dúvidas sobre “Em qual região do corpo deve ser utilizado o monitor de tórax?”.
Como usar o monitor individual
Os monitores individuais devem ser utilizados durante toda a jornada de trabalho com radiação, sempre presos junto ao corpo, na lapela, na região mais exposta do tórax.
Os usuários devem tomar cuidado para que nenhum objeto se interponha entre a exposição a ser medida e o monitor do indivíduo que está sendo monitorado. Deve ser evitado o uso dos monitores presos a correntes ou acessórios similares que possam levar ao movimento do monitor durante os procedimentos com radiação.
Já quando o profissional fizer uso do avental de chumbo de proteção, o monitor individual deve ser usado na região mais exposta do tórax sobre o avental.
Monitor não deve ser levado para casa
Ao término da jornada de trabalho, ou sempre que não estiver utilizando o monitor individual, ele deve ser mantido junto ao monitor padrão destinado ao respectivo local de uso.
Os monitores devem ser utilizados por um período de 30 dias completos, exceto nas situações especiais em que haja uma recomendação da Sapra Landauer, em acordo com os responsáveis pela proteção radiológica da instituição.
Eles são individuais e intransferíveis e só podem ser usados pelo indivíduo e no local para o qual foi designado. O local refere-se a uma instituição (instalação, ou estabelecimento ou serviço) ou a cada setor de uma instituição.
Tem dúvida de como usar o monitor individual? Fale com a Sapra Landauer.
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2022/08/The-Black-Blondes.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2022-08-15 12:15:242022-08-15 12:15:24Como usar o dosímetro corretamente
2021 deixou marcas inapagáveis em todos nós. De uma forma ou de outra, todos sentiram as consequências da pandemia, e na Sapra Landauer não foi diferente. Mas, como tudo na vida, houve um lado bom, que trouxe mudanças muito positivas.
A tecnologia voltada para o diagnóstico teve um papel fundamental. Exames de raios-X de tórax foram massivamente utilizados para a triagem dos casos de COVID-19.
E a Sapra Landauer esteve ali, o tempo todo, ao lado das instituições cujo foco está na Saúde dos Trabalhadores que arduamente tomaram a linha de frente. Ficamos orgulhosos e satisfeitos ao ver o cuidado das instituições que optaram por eficiência e qualidade quando o assunto é proteção radiológica.
Pouco a pouco, os nossos Heróis da Saúde estão vencendo essa doença e espalhando a esperança.
Desejamos a todos um Natal iluminado e um Ano Novo repleto de saúde, harmonia e sucesso!
Boas festas,
Equipe Sapra Landauer.
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2021/12/The-Black-Blondes-19.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2021-12-21 19:45:252021-12-22 14:18:39Avanço no diagnóstico e esperança: as marcas que 2021 deixou
Evento online será no dia 12/08 e tem foco nas vantagens de uso de um sistema online para melhoria dos processos em instituições usuárias de serviços de dosimetria
Preencha o formulário e complete sua inscrição no fim da página
A Sapra Landauer realiza no dia 12 de agosto, às 15h, o webinar “Como o uso do GPR pode ajudar na gestão da proteção radiológica de sua instituição”. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas aqui.
O evento visa apresentar a importância e os benefícios do Gerenciador de Proteção Radiológica (GPR), sistema online da Sapra Landauer que permite o gerenciamento dos indivíduos monitorados e principalmente consultar seus dados de maneira rápida e com atualização diária.
A proposta do GPR é facilitar e otimizar o trabalho de profissionais responsáveis pela área de proteção radiológica em instituições usuárias do serviço de dosimetria pessoal de radiações, como hospitais, clínicas, indústrias e laboratórios de pesquisa.
O sistema permite ao responsável, por exemplo, consultar doses mensais e acumuladas por usuário, por grupo de usuários por setor e por instituições afiliadas, além de acompanhar a logística de envio e recebimento dos monitores, efetuar alterações, inclusões e exclusões de usuários no sistema e consultar os relatórios de doses mensais, acessíveis assim que analisados e gerados na base de dados da Sapra Landauer, entre outras funcionalidades.
“Nossa proposta é reunir profissionais da área interessados em atualizar conhecimentos, ter acesso a informações técnicas qualificadas e tirar dúvidas sobre o GPR”, afirmou Paulo Mascarenhas, físico e diretor da Sapra Landauer.
O webinar terá a participação da física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Dra. Yvone Maria Mascarenhas, e dos especialistas Marcos Geromini, analista da Sapra Landauer, e Eurides Anselmo Queiroz, desenvolvedor do sistema GPR.
Para mais informações, ligue (16) 3362-2700 / SAC (Gratuito) 08000-055-3567.
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Imagem-em-destaque.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2021-07-27 20:00:192022-06-01 13:51:36Gestão da proteção radiológica com Gerenciador de Proteção Radiológica (GPR) é tema de webinar da Sapra
Diretora da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária (ABRV), Tilde Froes, destaca quais são os riscos da radiologia para os profissionais diretamente envolvidos.
A sala de radiologia está pronta. O biombo foi cuidadosamente montado para que o profissional se protegesse, todos os detalhes foram meticulosamente conferidos e o paciente está acomodado e preparado para o procedimento. Tudo parece caminhar bem, mas quando o operador dos Raios X vai para trás do biombo, o paciente se mexe. Muitas vezes, o operador volta e até o segura durante o processo. Eis o risco iminente.
Em radiologia veterinária, essa situação é mais comum do que parece, já que ainda não está disseminado no Brasil o hábito de sedar os animais para fazer uma radiografia. E na tentativa de encontrar a melhor posição para o raio X e garantir que o paciente fique inerte, o radiologista acaba se descuidando dos procedimentos básicos de segurança com a sua própria saúde.
Vale lembrar que a radiação é uma energia em movimento, e se não utilizada corretamente, pode prejudicar a saúde humana. E talvez porque não seja visível, muitos profissionais se esquecem de garantir essa proteção tão importante e regulamentada.
Para a professora Tilde Rodrigues Froes, chefe do Serviço de Diagnóstico por Imagem do Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretora da Associação Brasileira de Radiologia Veterinária (ABRV), esse é um assunto de extrema importância.
“A proteção radiológica na veterinária tem que ser tratada com o mesmo cuidado da medicina. Primeiro porque é uma norma e precisa ser seguida; segundo porque na veterinária é preciso criar estratégias para evitar que o profissional se exponha à radiação, tanto primária, quanto secundária, porque o raio “bate e volta”. É a conhecida radiação espalhada. Então, ele precisa ter ferramentas ao seu dispor, como um saco de areia, por exemplo, que o ajudem a manter o paciente em determinada posição para evitar essa exposição profissional”, explica.
Formada há 25 anos, na época do boom da ultrassonografia, Tilde fez pós-doutorado em Técnicas avançadas de diagnóstico por Imagem em animais de companhia na Universidade da Pensilvânia. Passou oito meses acompanhando a rotina de raio X, já que o currículo era mais voltado à prática. Foi de lá que ela confirmou o conceito de sedação dos animais para a radiologia.
“No início nós encontramos resistência, muitas pessoas achavam que não era necessário. Mas é um risco a mais para o profissional. Agora não é porque o paciente está sedado, que outros cuidados podem ser relaxados. O risco é iminente. Então, precisamos estar atentos”, destaca.
Tilde ressalta que adquirir um equipamento de Raios X, não é o suficiente para que o serviço seja disponibilizado. É preciso ter um preparo para fazer a radiologia. “Assim como os preparativos são necessários na prática cirúrgica, também são fundamentais na prática de Raios X. E esse é um conceito que já temos trabalhado na universidade, então, é uma sementinha que vai sendo lançada para que todos tenham essa consciência”, afirma.
Proteção radiológica
As atividades de proteção radiológica seguem alguns princípios fundamentais, entre eles, a otimização da proteção radiológica, que tem o objetivo de preservar a segurança e a saúde dos indivíduos expostos à radiação ionizante nos locais em que se utilizam equipamentos de radiação, incluindo pacientes, profissionais e o público em geral.
Outro ponto importante é a limitação de doses individuais. As normas do setor estabelecem que profissionais ocupacionalmente expostos à radiação ionizante devem utilizar, em sua jornada de trabalho, um monitor de tórax, para estimar a dose efetiva de corpo inteiro. E de acordo com a atividade exercida, também deve usar um monitor de extremidade, em forma de anel ou pulseira.
Tilde ressalta a importância da atenção a esse detalhe, mesmo quando o paciente está sedado. “Primeiro porque é uma norma e como tal deve ser seguida. Segundo porque, às vezes, mesmo com o paciente sedado, o radiologista acaba se expondo para ajustar o animal. Aqui entram aquelas ferramentas que mencionei, como o saco de areia ou uma pá, por exemplo, que podem ajudar a posicionar corretamente o paciente e evitar que o profissional tenha uma exposição primária. Ainda assim, existe o risco da exposição secundária, porque o raio bate e volta”, explica.
Nesse sentido, utilizar os dosímetros para controlar e dosar essa exposição, é tão essencial quanto usar luvas, óculos e protetor de tireóide.
Conscientização
Com o objetivo de ampliar as discussões sobre o assunto e estimular a conscientização sobre a importância da proteção radiológica, diversos eventos têm sido realizados pelo país. Um deles foi promovido pela Sapra Landauer e contou com o apoio da ABRV.
“A Dra. Yvone Mascarenhas percebeu doses muito altas de radiação nos veterinários, então, entrou em contato conosco para realizarmos esse Webinar sobre Proteção Radiológica na Medicina Veterinária, e esse evento foi muito bom. É preciso criar o hábito da proteção radiológica em nosso meio. É uma luta mundial na veterinária”, destaca Tilde.
Para ela, eventos técnicos sobre esse assunto devem ser cada vez mais divulgados para que a conscientização seja ampliada e a prática da dosimetria definitivamente adotada.
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2021/06/The-Black-Blondes-7.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2021-06-28 18:27:222021-06-30 18:34:11Radiologia veterinária: dos riscos iminentes à proteção necessária
Você sabe qual é o prazo correto para devolução dos monitores para a Sapra Landauer? Confira todos os detalhes para que o processo ocorra corretamente.
O atraso na devolução dos monitores pode até parecer algo inofensivo, mas traz em si um perigo oculto: o comprometimento de todo o processo de envio e recebimento das remessas seguintes.
Neste artigo você vai ver os requisitos básicos de proteção radiológica, os problemas decorrentes do atraso na devolução dos monitores e o que isso pode acarretar para a sua empresa.
Proteção radiológica
Os requisitos básicos de proteção radiológica das pessoas ocupacionalmente expostas à radiação ionizante, estabelecidos na Norma CNEN NN 3.01, determinam a utilização de monitores individuais de proteção radiológica, de tórax ou em forma de anel ou pulseira, conforme a atividade exercida.
O objetivo é preservar a saúde de trabalhadores e minimizar os riscos derivados do uso de radiações ionizantes. Contudo, há detalhes que devem ser observados.
No Brasil, a periodicidade da dosimetria individual externa é mensal, conforme a regulamentação vigente. Assim, os dispositivos de monitoração devem ser trocados a cada 30 dias. Os monitores devem, necessariamente, ser devolvidos via postal para análise da Sapra Landauer que, então, encaminhará nova remessa de dosímetros.
O processo de troca dos monitores
O contrato com a Sapra Landauer estabelece que o uso do monitor deve ter início no dia 1º ou 16 de cada mês, e deve ter duração de 30 dias.
A Sapra Landauer envia uma nova remessa de monitores às empresas mês a mês, de modo que eles sejam entregues antes do final do período de uso. Isso porque a devolução dos monitores deve ser feita após a troca, já que nenhum colaborador pode trabalhar sem o dosímetro individual.
Até aí, tudo bem. O ponto chave é que as empresas precisam fazer a devolução imediatamente ou em, no máximo, até 3 dias após a troca dos monitores. Um atraso de poucos dias em um único mês prejudica todo o processo de envio/recebimento de monitores e pode até se tornar um risco de compliance.
Veja como funciona:
Cerca de 2 dias antes de completar o período de uso da remessa azul, por exemplo, a empresa recebe a remessa verde de monitores, para uso no mês seguinte. A devolução dos dosímetros que estavam em uso (azuis) deve ser feita pelos Correios em até 3 dias.
Isso porque a Sapra Landauer tem que fazer o recebimento dos monitores, a leitura, a análise das doses radiológicas e a emissão do relatório de doses desta remessa, antes de enviar a próxima, que também será azul, enquanto a verde está em uso.
Se considerarmos que os Correios podem levar até 10 dias para fazer a entrega, os monitores da nova remessa devem sair da Sapra, no máximo, 10 dias antes da data de troca. Com isso, o período que sobra para todo o trabalho que deve ser realizado pela Sapra é justíssimo.
Então, o processo ideal é assim:
Período de envio para a empresa = 10 dias (Correios)
Tempo de troca de monitores e envio pelo cliente = 3 dias
Período de devolução após a troca = 10 dias (Correios)
Tempo entre recebimento, análise e novo envio (Sapra) = 7 dias
Desta forma, o processo de troca de monitores é realizado sem intercorrências.
O problema do atraso
Um atraso na devolução dos monitores, por menor que seja, vai gerar um acúmulo de toda a demanda, comprometendo o prazo das próximas remessas.
Numa comparação simples, é como em uma conta bancária que entrou no vermelho. No mês seguinte, a sua receita já não será mais suficiente para cobrir os custos do mês, porque terá que suprir o valor que estava negativo. E mês a mês esse rombo aumenta.
Com os monitores, a situação é parecida. A devolução tardia compromete os processos de leitura e produção de relatórios realizados pela Sapra e prejudica a aferição de doses e proteção radiológica das pessoas monitoradas.
Entenda o que ocorre se houver atraso:
Vamos supor que o cliente demore 10 dias para fazer a devolução e poste os monitores no dia 10 daquele mês;
A Sapra receberá os monitores entre os dias 17 e 20 do mesmo mês;
Contudo, a Sapra teria que postar a nova remessa dos monitores, no máximo, 10 dias antes da data de início de uso, quando a troca deve ser realizada.
Ou seja, não há tempo suficiente para que a Sapra cumpra todos os procedimentos – recebimento, leitura, análise e emissão do relatório – necessários para o próximo envio.
Assim, se a devolução de monitores já utilizados demorar para ocorrer, todo o processo sofrerá atraso. Com isso, a troca de monitores, que deveria ser realizada em 30 dias, pode ser prejudicada.
Riscos iminentes
O envio tardio em um único mês gera um encavalamento do processo nos meses seguintes. A empresa corre risco de compliance porque o atraso igual ou superior a 90 dias resulta em LI – Leitura Impossível.
Nesses casos, apesar de a Sapra realizar a leitura e análise de todos os monitores recebidos (independentemente do período de uso), não poderá emitir o relatório indicando os valores de dose, mas sim de acordo com a legislação vigente, a dose será indicada como LI.
Sem contar que a demora na postagem dos monitores, que resulta em período de uso não regular, é um indicativo de indiferença com a Proteção radiológica por parte da instituição.
Em resumo, pequenos atrasos geram grandes problemas. Por isso a Sapra Landauer recomenda insistentemente que seja feita a troca regular dos monitores imediatamente após o recebimento da nova remessa ou em, no máximo, 3 dias.
Para tirar suas dúvidas sobre esse assunto, clique aqui e entre em contato conosco.
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2021/06/The-Black-Blondes-5.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2021-06-25 19:24:032021-07-01 18:38:03O perigo oculto do atraso na devolução dos monitores
O webinário “Proteção Radiológica na Medicina Veterinária”, realizado pela Sapra Landauer, em parceria com a Associação Brasileira de Radiologia Veterinária (ABRV), discutiu o assunto à luz da experiência da médica veterinária Simone C. Monteiro Dallagnol, que trabalha no Blue Pearl Specialty Pet Hospital, nos Estados Unidos, desde 2018.
Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná, Simone é pós-graduada em Cirurgia e Clínica Médica pela Universidade Estadual de Londrina e Mestre pela Universidade Federal do Paraná.
Além dela, participaram do webinar a diretora da ABRV, Tilde Froes, o físico e diretor da Sapra Landauer, Paulo Mascarenhas, e a física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Dra. Yvone Maria Mascarenhas, que também realizou uma palestra, com o tema “Um olhar sobre a proteção radiológica na Medicina Veterinária pela perspectiva da monitoração pessoal”.
Em ambos os casos, o foco das conferências foi a proteção dos profissionais que atuam nesse setor. “Decidimos conversar sobre a proteção contra a radiação ionizante porque percebemos um aumento da procura por esse tema e há considerações importantes a fazer: por exemplo, quando falamos em proteção radiológica do trabalhador, as exposições médicas não estão incluídas na limitação de dose”, destacou Yvone.
Para a diretora da ABRV, esse é um assunto essencial, que precisa ser amplamente difundido. “Se olharmos para o que tem sido discutido na Sociedade Europeia de Radiologia Veterinária e na Sociedade Americana de Radiologia Veterinária, vamos perceber que esse tema vem até como um alerta porque tem se verificado doses um pouco excessivas para nós”, ressaltou Tilde.
O webinar também abordou a RDC 330, uma regulamentação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que se aplica a clínicas, hospitais e outros serviços correlatos, públicos ou privados, que prestem serviço de radiologia diagnóstica ou intervencionista, bem como de fornecedores, serviços de manutenção, de assistência técnica de equipamentos, de controle de qualidade e de proteção radiológica terceirizados, além de instituições de ensino e pesquisa em saúde humana.
“A exposição médica é o maior componente de exposição da população e por isso preocupa as autoridades. Então, precisamos ampliar a divulgação da informação possibilitando que outras pessoas direcionem os seus olhares para esse assunto tão importante”, reforçou Yvone.
Experiência americana
Logo em seguida à palestra de Yvone, a médica veterinária Simone Dallagnol comentou sobre a evolução dos métodos e processos de monitoramento de doses de radiação na área veterinária, além de detalhar e discutir as melhores práticas na proteção radiológica utilizadas no BluePearl Specialty Hospital, onde atua como technician do departamento de radiologia, realizando exames de ultrassom, tomografia, radiografias e ressonância magnética.
Para Simone, a situação no Brasil realmente merece atenção. “Quando falamos em radiação no Brasil, todo mundo se espanta e logo solta frases do tipo: trabalhar com radiação não, eu ainda quero ter filhos ou algo parecido. Ou seja, as pessoas têm medo do raio, mas na hora de trabalhar, esse medo some e ninguém se importa com isso. Então, é preciso estimular a cultura de proteção no país”, destacou.
Em sua palestra, Simone apresentou com fotos e detalhes assuntos como a repetição de exames e a exposição desnecessária que essa prática causa, a utilização de sedativos e anestesia, a rotina intensa do hospital e ainda deu uma dica importante para fazer o exame em gatos.
Acesse e assista o webinário na íntegra:
Acesse este e outros webinários oferecidos pela Sapra:
https://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2021/05/1.png500500adminhttps://www.sapralandauer.com.br/wp-content/uploads/2016/11/logo_sapra_landauer.pngadmin2021-05-07 13:00:032021-05-07 16:19:55Veterinária compartilha experiência nos EUA sobre proteção na radiologia veterinária
Evento em parceria com a Associação Brasileira de Radiologia Veterinária (ABRV) trata de proteção radiológica com foco em profissionais e instituições do setor
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A Sapra Landauer e a Associação Brasileira de Radiologia Veterinária (ABRV) realizam o webinário “Proteção Radiológica na Medicina Veterinária”, no próximo dia 14 de abril, às 20 horas. O evento é online, gratuito e tem o objetivo de apresentar melhores práticas de proteção e outras informações de interesse de profissionais e instituições do setor.
As palestrantes irão expor um panorama sobre a evolução dos métodos e processos de monitoramento de doses de radiação na área veterinária, além de detalhar e discutir as melhores práticas a serem seguidas por indivíduos ocupacionalmente expostos, incluindo médicos veterinários e seus assistentes.
O webinário contará com uma apresentação da física e diretora-presidente da Sapra Landauer, Dra. Yvone Maria Mascarenhas, que ministrará palestra intitulada “Um olhar sobre a proteção radiológica na Medicina Veterinária pela perspectiva da monitoração pessoal”, considerando a evolução das doses recebidas por profissionais desse setor no Brasil.
O evento terá também a participação da Dra. Simone C. Monteiro Dallagnol, médica veterinária atuante nos Estados Unidos. Em sua exposição, ela irá compartilhar experiências em melhores práticas na proteção radiológica utilizadas no BluePearl Specialty Hospital, onde atua desde 2018 como technician do departamento de radiologia, realizando exames de ultrassom, tomografia, radiografias e ressonância magnética.
Fundada em 1992, a ABRV é uma associação de médicos veterinários dedicada à representação profissional e ao intercâmbio científico sobre temas relacionados ao uso de métodos de diagnóstico por imagens e de terapias por radiações em animais.
Sobre as inscrições
Para participar do webinário online, é necessário se inscrever. São apenas 150 vagas.
A Sapra Landauer disponibilizará a gravação do evento em seu website futuramente.
Em caso de dúvidas, entre em contato pelos números abaixo:
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