GPR Online: conheça o sistema da Sapra Landauer que otimiza a gestão da proteção radiológica

Reduzir o tempo dedicado a tarefas operacionais e ter acesso rápido a informações estratégicas é uma necessidade crescente na rotina dos profissionais que atuam com proteção radiológica. Entre o acompanhamento das doses ocupacionais, o controle de monitores e o gerenciamento de usuários, centralizar dados tornou-se essencial para agilizar processos e aumentar a eficiência da gestão.

Para tornar esse trabalho mais simples, ágil e seguro, a Sapra Landauer disponibiliza gratuitamente aos seus clientes o Gerenciador de Proteção Radiológica (GPR), um sistema online desenvolvido para apoiar os responsáveis pela proteção radiológica na consulta e no gerenciamento das principais informações relacionadas à monitoração individual.

Com atualização diária e acesso remoto, a plataforma permite consultar relatórios de doses individuais, mensais, anuais e acumuladas, acompanhar o envio e o recebimento dos monitores, identificar dosímetros não devolvidos, gerenciar usuários e instituições afiliadas, além de realizar inclusões, exclusões e transferências de usuários, conforme os padrões estabelecidos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Entre os módulos mais utilizados pelos clientes estão o Relatório Mensal de Doses, o Histórico de Dose Individual, as Doses Anuais, o Controle de Recebimento e Devolução dos Monitores, o Gerenciamento de Usuários, a consulta à Dose Acumulada e o Relatório de Usuários com Doses.

Ao reunir informações estratégicas em um único ambiente, o GPR contribui para uma gestão mais organizada e eficiente, reduzindo tarefas operacionais, ampliando a rastreabilidade dos processos e facilitando o acompanhamento das exposições ocupacionais.

O acesso ao sistema é disponibilizado aos clientes da Sapra Landauer, de acordo com os perfis definidos em contrato. Dependendo do nível de permissão, os usuários podem consultar relatórios, exportar dados, gerenciar cadastros e acompanhar o fluxo de envio e recebimento dos monitores, tornando a rotina dos serviços mais prática e segura.

Mais do que centralizar informações, o GPR foi concebido para apoiar a tomada de decisão e fortalecer a gestão da proteção radiológica, oferecendo mais agilidade, controle e confiabilidade aos profissionais responsáveis pelo monitoramento ocupacional.

Curso internacional fortalece formação em Bases Físicas do Diagnóstico por Imagens com apoio da Sapra Landauer

Um programa gratuito e inédito de treinamento básico em Bases Físicas do Diagnóstico por Imagens, promovido pela ALFIM, em parceria com a Sapra Landauer, vai reunir a partir de março, físicos médicos, residentes, operadores de equipamentos, engenheiros e estudantes de toda a América Latina para discutir, na prática, as bases físicas e tecnológicas da imagem por raios X, fluoroscopia, mamografia, radiologia intervencionista e tomografia. A iniciativa tem foco em educação continuada de alto nível, com forte componente prático e uso de simuladores, para desenvolver não apenas conhecimento teórico, mas também habilidades técnicas e atitudes éticas no uso seguro das radiações ionizantes.

O curso abordará os principais fundamentos físicos e tecnológicos relacionados a equipamentos de raios X, fluoroscopia, mamografia, radiologia intervencionista e tomografia computadorizada, promovendo uma visão integrada entre teoria, operação e qualidade da imagem. A proposta pedagógica prioriza a participação ativa dos alunos, que deverão realizar leituras prévias e atividades práticas antes de cada encontro.

As aulas serão conduzidas por especialistas internacionais e cada encontro contará com apresentações expositivas, seguidas de discussão de casos, apresentação dos resultados das atividades e um quiz de avaliação, em um modelo que privilegia a participação ativa e a troca de experiências entre diferentes perfis profissionais.

Um dos diferenciais do treinamento é a forte ênfase em práticas simuladas. Os participantes irão produzir imagens utilizando simuladores, incluindo manequins desenvolvidos pelos próprios alunos, com o objetivo de compreender parâmetros de aquisição, fatores que impactam a qualidade das imagens e aspectos de proteção radiológica, sem exposição de pacientes. As atividades incluem análise de contraste, atenuação, ruído, algoritmos de reconstrução e desempenho de diferentes modalidades diagnósticas.

A parceria com a Sapra Landauer reforça o compromisso do programa com a segurança e a qualificação profissional. Líder em dosimetria e proteção radiológica, a empresa alia inovação tecnológica, excelência técnica e atuação educacional permanente. É reconhecida pela realização de dezenas de webinars técnicos e por seus cursos e treinamentos em Educação a Distância, como Noções Básicas de Proteção Radiológica (NBPR), Gerenciador de Proteção Radiológica (GPR) e Instruções de Uso dos Monitores Individuais.

Ao integrar a iniciativa, a Sapra Landauer amplia sua contribuição para a formação continuada de profissionais da área, fortalecendo a cultura de segurança, o uso responsável das radiações ionizantes e a qualidade dos serviços de diagnóstico por imagem na América Latina. “A qualificação contínua dos profissionais é um dos pilares para garantir segurança, qualidade diagnóstica e uso responsável das radiações ionizantes. Para a Sapra Landauer, apoiar uma iniciativa conduzida pela ALFIM reforça nosso compromisso com a educação em proteção radiológica e com o fortalecimento técnico da Física Médica na América Latina”, afirma a física Dra. Yvone Maria Mascarenhas, diretora-presidente da Sapra Landauer. 

Controle de qualidade remoto em radiografia e mamografia deve trazer mais segurança e economia para hospitais

 

Especialista do Instituto de Física (IF/USP) e atuante no INRAD/HC/FMUSP, a Física Médica Denise Y. Nersissian apresenta a metodologia global de controle de qualidade em radiologia e mamografia, com base em uma publicação da AIEA.

A modernização dos sistemas de controle de qualidade em radiografia e mamografia ganha força no Brasil com a implementação de programas remotos e automatizados, inspirados na metodologia descrita na Publicação nº 39 da International Atomic Energy Agency (IAEA, 2021). A iniciativa permite monitorar continuamente o desempenho dos equipamentos de diagnóstico por imagem, garantindo resultados mais precisos e seguros para pacientes, sem depender da presença física do profissional no local.

Segundo a Dra. Denise Yanikian Nersissian, física médica atuante no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e integrante do Comitê da AIEA, a abordagem oferece uma alternativa prática e de baixo custo aos testes convencionais. “Um phantom nada mais é do que algo que simula estruturas que possam ser associadas às respostas semelhantes nos pacientes. No caso do modelo da Agência Internacional, é uma placa de acrílico com cobre e alumínio, materiais simples e acessíveis. Com cerca de 10 a 15 dólares você consegue produzir um dispositivo que permite avaliar diariamente ou semanalmente a qualidade das imagens fornecidas pelos equipamentos”, explica.

O programa utiliza phantoms, softwares de análise e planilhas para acompanhamento sistemático das imagens. “Você faz a radiografia do phantom, o software analisa parâmetros complexos de qualidade e você consegue construir uma linha do tempo que permite a avaliação do desempenho do equipamento”, detalha a pesquisadora. Essa prática possibilita antecipar falhas e reduzir custos com manutenção emergencial de equipamentos.

Para a Dra. Denise, a iniciativa também traz benefícios didáticos e operacionais: “Não é só cumprir a legislação. Com essa abordagem, conseguimos extrair informações valiosas para o cuidado do paciente e para a gestão do hospital. Você consegue se antecipar a problemas, identificando as mudanças de rendimento dos tubos de Raios X ou alterações na resposta dos detectores, que indicam artefatos ou  deterioração, além de garantir que a imagem obtida seja sempre adequada para o diagnóstico.”

O método já é aplicado no Instituto de Radiologia do HC/FMUSP, onde a Dra. Denise atua também como preceptora no programa de residência em física médica. “Além de avaliarmos os equipamentos, treinamos residentes para que possam executar esses testes e interpretar os resultados, formando profissionais capacitados para implementar o controle de qualidade em diferentes serviços de saúde”, destaca.

A IAEA incentiva a adoção de programas automatizados de monitoramento em escala global, promovendo padronização, rastreabilidade e harmonização de práticas internacionais. No Brasil, foi realizado um workshop gratuito para difundir o conhecimento e demonstrar a facilidade de implementação, fortalecendo a segurança radiológica e a eficiência diagnóstica em hospitais e clínicas.

“A grande vantagem é que qualquer instituição pode aplicar. O phantom é barato, o software é gratuito e os testes podem ser enviados remotamente para análise de um físico médico. Isso democratiza o acesso ao controle de qualidade e ajuda a manter padrões elevados de segurança e confiabilidade diagnóstica”, conclui Dra. Denise.